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sábado, 12 de outubro de 2013

A Barca e seus simbolismos

Esperança do Amanhecer

Filha dos sonhos,
Corra abra a porta
Do velho carvalho.
Escute os seus segredos.
O poente se aproxima.
A vida se encaminha.
A felicidade está viva.
Dance até cair à última folha.

Pegue o galho dourado
E atravesse o portal.
Corra, o tempo voa,
Os Deuses estão aqui.
Pegue o galho prateado
E atravesse o portal.
A luz brilha sobre vocês.

Não desista, a Barca lhe espera.
As sementes novamente germinam
E os séculos despertaram o Rei.
Corra e abrace o seu sonho.
Toque o seu coração.
A tua mão o alcança.
Traga-o de volta.

Filhos da Arte e do amor.
A Senhora não mente
E aqui se faz presente.
Acredite na força da magia.
Abençoados sejam!


Rowena Arnehoy Seneween ®
poema pagão
 
 
Barca Egípcia

O livro Am-Tuat do antigo Egito descreve como o Rá o deus-sol morto atravessa as 12 estações infernais da noite (as 12 horas noturnas) e se transforma no Kheperâ, o escaravelho.

Na 10° estação, e na 12° estação ele sobe à Barca que trará o deus-Sol rejuvenescido de volta ao céu matinal...

Tendo o barco solar chegado até aqui, o deus Rá preparava-se para emergir das águas de Nun, a divindade que personifica as águas primordiais, novamente sob a forma de um disco que iluminaria os céus deste mundo.

Estando na água, o barco é mantido pelos braços do próprio deus Nun.

Rá aparece na embarcação sob a forma de um escaravelho que empurra um disco solar.

O escaravelho é um símbolo clássico de renascimento - e o emergir da escuridão também... a escuridão da ignorância para a Iluminação...

Anel com escaravelho - Museu do Egito


 
Barca em Alabastro e Ouro 



A Barca Grega...

Na mitologia grega, Hades é filho de Crono e Réia, Hades é retratado como um deus sombrio e invisível, mesmo tendo uma posição menos relevante que a de Zeus, possuía enorme poder, suas leis eram irrevogáveis, uma vez que dentro de seu reino, nem mesmo Zeus poderia interferir.

Tradicionalmente Hades é também o nome dado aos infernos dos gregos, que possui uma geografia muito bem definida:

O reino de Hades tem como principal entrada um bosque de álamos. Quando o morto aí chega conduzido por Hermes, recebe de seus parentes uma moeda que é posta debaixo de sua língua para pagar Caronte.

Caronte é o barqueiro que acompanhado por seu cão Cérbero, conduz as almas dos mortos pelo Estinge até o inferno, mas, velho e avarento, exige que o morto lhe dê uma moeda pelo transporte, sob pena dele ficar vagando por 100 anos nas margens do Estinge.

O Estinge rodeava 7 vezes o Hades – separando o reino dos mortos do reino dos vivos. Estinge significa “veneno”, mas, suas águas, ao mesmo tempo, tornam invulneráveis todos que nela se banham – foi onde Tétis banhou seu filho Aquiles, tornando-o invulnerável, exceto seu calcanhar por onde Tétis o segurou.

Estinge possui os afluentes:
1. Aquirom – que significa fluxo de angústia ou rio de Aflição
2. Cocytus ou Cocito – com águas muito lodosas e amargas e significa “lamentação”.
3. Flageton – do latim flagellu – que rolava em rodas de fogo e significa “queimar”.
4. Letes – do latim lethargie – significando letargia, sono profundo, torpor, incertezas e esquecimento.

Letes é o reino do abençoado esquecimento no qual a alma dos mortos submergem antes de voltarem ao mundo para uma nova encarnação.

Perséfone é a rainha do reino de Hades, esposa de Hades e filha de Deméter – a mãe Terra. Perséfone é a guardiã dos segredos dos mortos

Tártaro – é a parte do reino de Hades onde ocorrem as punições, que é determinada por três juízes,
1. Eaco – célebre por sua justiça,
2. Radamanto e
3. Minos – sábios legisladores e juízes, que são filhos de Zeus.

As Eríneas - filhas da Terra, são três irmãs – Tesífone, Alecto e Megera, são as divindades de Hades, viviam no Tártaro e tinham por missão punir os crimes dos homens. São as deusas da vingança, punindo aqueles que derramaram sangue ou quebraram juramentos. Retratadas com os cabelos entrelaçados por serpentes, tinham uma tocha em uma das mãos e em outra um punhal. Sua punição é a loucura. Ésquilo diz que elas são filhas de Nix – a deusa da Noite.

As Moiras, são três irmãs, também filas de Nix, são as Servas da Justiça Primordial, e as divindades do destino, elas regem a morte e a vida , são as grandes tecedeiras do destino de cada ser.
1. Cloto – tece os fios e preside os nascimentos.
2. Láquelis – faz girar a roda e mede os fios
3. Átropos – corta os fios.

Assim, a atividade da natureza, sua criação e formação engenhosa eram simbolizadas na fiação, no trançado e na tecelagem do destino humano, elas tecem nas profundezas a vida e a enviam para cima, e, na morte, tudo retorna a elas.

Hades, portanto, é um mundo completamente diferente do inferno cristão, lá é o lugar para onde os mortos são enviados para serem julgados, e também onde seus próximos destinos/vidas serão traçados ou tramados e de onde renascem para uma nova vida corpórea.

Daí a necessidade e o interesse de se pagar a Caronte para entrar no Hades - o reino dos mortos - a outra margem... muito semelhante a Avalon


A Barca Pagã

Antigos manuscritos irlandeses evocam alguns nomes para Avalon, são eles: Tir na Nog, o País da Juventude; Tir Innambeo, o País dos Viventes; Tir Tairngire, o País da Promessa; Tir Naill, o Outro Mundo; Mag Mar, a Grande Planície ou Mag Mell.

Entre as populações de origem céltica, a maçã representa o conhecimento, a revelação e a magia.

Existem vários relatos referentes às viagens célticas ao Além, Immram, as jornadas místicas, nas quais um herói é atraído por uma fada, que lhe entrega um ramo de maçã e o convida para ir para o Outro Mundo, como em A Viagem de Bran, Filho de Febal.

Num outro Immram, A Viagem de Maelduin, que trata da busca do herói pelos assassinos de seu pai, ele passa por uma ilha onde encontra uma macieira e dela corta um ramo com três maçãs. Estes frutos são capazes de saciar a sua fome e a de seus companheiros por quarenta dias sem ingestão de qualquer outro alimento. (Jean Markale, 1979:246)

A Ilha das Maçãs também recebe o nome de Ilha Afortunada porque ali há todo tipo de vegetação natural. As colheitas são abundantes e os bosques estão cobertos de maçãs e uvas. Avalon era governada por Morgana e suas nove irmãs, que também possuíam o dom da imortalidade. Avalon está associada a Caer Siddi, o Outro Mundo ou Annwn, a Terra dos Mortos e da Eterna Juventude.

Assim falou Morgana:
"A ilha sagrada de Avalon é linda e serena,
mas somente para aqueles que preservam a sinceridade no coração...

Onde está o caminho que nos leva de volta?
...Mas a vida empurra e a alma finalmente se liberta....
...Vou chamar a barca que me leva de volta, além das brumas...
Avalon se foi para nunca mais voltar
e apenas retornará se o canto novamente souber invocar!
Assim falou Morgana... "

Não é mera coincidência ter em Avalon a Árvore das Maçãs, que dão conhecimento, tal  e qual a antiga história da maçã de Eva... ambos alegorias são a mesma coisa... simbolizam a mesma coisa, apenas Eva e sua Maçã foram desfiguradas pela ICAR -

A Sabedoria sempre foi Sophia - feminino...
a contraparte do Conhecimento masculino
Pai-Mãe portanto
cujo filho é o Universo

e sabemos que o Catolicismos desfigurou o lugar da mulher desde sempre
a colocando como bruxa em suas fogueiras.



Braceletes e Pendentes com os Escaravelhos



Olho de Horus - Aquele que tudo vê




E... finalmente...

o Deus Egipcio Anúbis - a divindade do Inferno sobre uma Arca
é o psicopombo que leva as almas para o Inferno...
de que? - de Barco



Todas essas peças pertencem ao acervo do Museu do Cairo
e foram descobertas nas escavações no Vale dos Reis em 1922
e pertenciam a Tutankhamon



Em Doutrina Secreta vol.IV Blavatsky escreve o seguinte:

"El Arca, en la cual se conservan los gérmenes de todas las cosas vivas necesarias para volver a poblar la Tierra, representa la supervivencia de la vida, y la supremacía del espíritu sobre la materia, en el conflicto de los poderes opuestos de la naturaleza.

En el mapa astroteosófico del Rito Occidental, el Arca corresponde con el ombligo, y está colocada al lado izquierdo, el lado de la mujer (la Luna), uno de cuyos símbolos es la columna de la izquierda del templo de Salomón, Boaz.

El ombligo está relacionado (por medio de la placenta) con el receptáculo en donde se fructifican los embriones de la raza.

El Arca es el Argha sagrada de los indos, y así no es difícil inferir su relación con el Arca de Noé, teniendo en cuenta que el Argha era un vaso oblongo, usado por los sumos sacerdotes como cáliz sacrificador en el culto de Isis, Astarté y Venus–Afrodita, todas las cuales eran Diosas de los poderes generadores de la naturaleza, o de la materia; y por tanto, representaban simbólicamente al Arca que contenía los gérmenes de todas las cosas vivas .

7. La “Cámara del Rey” en la Pirámide de Cheops es, pues, un “Sagrario de Sagrarios” egipcio. En los días de los Misterios de la Iniciación, el Candidato que representaba el Dios Solar tenía que descender dentro del Sarcófago, y representar el rayo vivificador penetrando en la matriz fecunda de la Naturaleza.

Al salir de él a la mañana siguiente, tipificaba la resurrección de la Vida después del cambio llamado Muerte. En los grandes MISTERIOS, su “muerte” figurada duraba dos días, levantándose con el Sol a la tercera mañana, después de una última noche de la más crueles pruebas. Al paso que el Postulante representaba al Sol –el orbe que todo vivifica, que “resucita” todas las mañanas para comunicar vida a todo– el Sarcófago era el símbolo del principio femenino.

Así era en Egipto; su forma y figura cambiaba en cada país, pero permaneciendo siempre como un barco, una “nave” simbólica o un vehículo en forma de bote, y un recipiente, simbólicamente, de los gérmenes o el germen de la vida.

En la India es la Vaca “de oro” por la cual tiene que pasar el candidato al brahmanismo si desea ser un brahman y convertirse en un Dvi–ja, “nacido por segunda vez”.

El Argha en forma de media luna de los griegos era el tipo de la Reina del Cielo, Diana o la Luna. Ella era la Gran Madre de todas las Existencias, así como el Sol era el Padre.

Los judíos, tanto antes como después de su metamorfosis de Jehovah en un Dios macho, rendían culto a Astoreth, lo cual hizo decir a Isaías:

“Vuestras lunas nuevas y… fiestas odia mi alma”

dicho evidentemente injusto. Astoreth y las Fiestas de la Luna Nueva (el Argha en creciente), no tenía un significado peor, como forma de culto público, que el que tenía el sentido oculto de la Luna en general, el cual, en sentido kabalístico, estaba relacionado directamente con Jehovah, como es bien sabido; con la sola diferencia, sin embargo, de que uno era el aspecto femenino y el otro el masculino de la Luna, y de la estrella Venus.

3. Archê (!Arch>) en este sentido corresponde al Rasit hebreo o la sabiduría… una palabra qué significaba el emblema del poder generativo femenino, el Arg o Arca, en la cual se suponía que el germen de toda naturaleza flotaba o se cernía sobre el gran abismo durante el intervalo que tenía lugar después de cada ciclo del mundo.

4. Así es, en efecto; y el Arca de la Alianza judía tenía precisamente el mismo significado, con la adición suplementaria de que, en lugar de un sarcófago casto y bello (símbolo de la Matriz de la Naturaleza y de la Resurrección), como en el Sanctasanctórum de los paganos, habían hecho el Arca aún más realista en su construcción por los dos Querubines colocados, frente a frente, sobre el cofre o Arca de la Alianza, con las alas abiertas de tal manera, que formaban un Yoni perfecto (como se ve ahora en la India).

5. Además de esto, este símbolo generador tenía su significado reforzado por las cuatro letras místicas del nombre de Jehovah, a saber I H V H (hvhy) Jod (y), significando el membrum virile; Hé (h), la matriz; Vau (v), un garfio o gancho, un clavo, y Hé (h) de nuevo significando también “una abertura”. El total formaba el emblema o símbolo perfecto bisexual o I (e) H (o) V (a) H, el símbolo macho y hembra.

8. La ceremonia de pasar por el Santo de los Santos –simbolizado ahora por la Vaca, pero en el principio por el templo Hiranyagarbha, el Huevo Radiante, en sí mismo símbolo de la Naturaleza Abstracta Universal– significaba la concepción y nacimiento espiritual, o más bien el renacimiento del individuo y su regeneración; el hombre encorvado a la entrada del Sanctasanctórum, pronto a pasar por la de la Madre Naturaleza, o la criatura física pronta para volver a convertirse en el Ser Espiritual original, el HOMBRE pre–natal.

Entre los semitas, este hombre encorvado significaba la caída del Espíritu en la Materia, y de esta caída y degradación hacían apoteosis, con el resultado de arrastrar a la Deidad al nivel del hombre.

Para los arios, el símbolo representaba el divorcio del Espíritu de la Materia, la vuelta a la Fuente primordial y la sumersión en ella; para el semita, el connubio del Hombre Espiritual con la Naturaleza Femenina Material, lo fisiológico sobreponiéndose a lo psicológico y puramente inmaterial.

Los puntos de vista arios sobre el simbolismo eran los de todo el mundo pagano; las interpretaciones semíticas emanaban, y eran eminentemente propias de una tribu pequeña, marcando así sus rasgos nacionales y los defectos idiosincrásicos que caracterizan a muchos judíos hasta hoy día...


 

tópico original da comunidade da Barca do Orkut

por Rita Candeu - 25/12/2008

domingo, 3 de abril de 2011

Hinduismo - Om - AUM



OM ou AUM  (Sânscrito).

Uma sílaba mística, a maís sagrada de todas as palavras da Índia.

É ao mesmo tempo uma benção, uma afirmação e uma promessa …
Normalmente ela aparece no início das escrituras sagradas e antes das preces.



 

É composta de três letras A U e M que representam os três Vedas e também os três Deuses
A – Agni – Fogo,  
V – Varuna – Água
M - Maruts - Ar

Na Filosofia Esotérica, esses três são os fogos sagrados - - “Tríplice Fogo” no Universo e no homem…

Em linguagem Oculta esse “Tríplice Fogo”  representa igualmente a Tetraktis1  e está simbolizado por Agni – fogo – denominado Abhimânin2 e sua transformação em seus 3 filhos, Pâvaka, Pavamâna y Zuchi, "quem bebe desta água até la última gota", isto é, aniquila os desejos materiais. 

1 – Tetraktis - Tetraktys (em Grego) o Tétrada.-   O sagrado 4 – ver Simbologia dos Números

 
2 - Abhimânim  (Sánscrito).-  Nome de Agni – Fogo -  "filho  maior de Brahmâ", ou em outras palavras – o primeiro elemento ou força que se produz no Universo em Evolução – o fogo Criador. De sua esposa Swâhâ, teve três filhos  (os fogos), Pâvaka, Pavamâna y Zuchi (Suchi), e estes tiveram  "quarenta e cinco filhos”, que, com o filho  primogênito de Brahmâ e seus  três descendentes, constituem os quarenta e nove fogos  do Ocultismo. Abhimânim é a principal Energia criadora cósmica, personificada em forma de "filho maior de Brahmâ"  (Powis Hoult).


O Pranava (palavra sagrada), OM, é uma sílaba composta pelas letras AUM onde AU se combinam para formar O .

Uma sílaba mística da divindade suprema – ou seja a Trindade -  na Unidade – posto que representa ao Ser Supremo – Brahma – em sua tríplice condição de Criador -  
A - Brahmâ,- o Criador
U -  Conservador e Destruidor -  Vishnu,
M -  o  Renovador- Shiva

OM  é o mistério dos Mistérios, fonte de todo poder e essência de todos os Ensinamentos.
  
OM ou AUM – se pronunciada por um homem santo e muito puro despertará não apenas as potencias menos elevadas que residem nos elementos e espaços planetários, mas também o Eu Superior – o Deus-Pai - que está em seu interior

Pronunciado de modo correto por um homem medianamente bom, contribuirá para fortalecer sua moralidade, sobretudo se entre os “AUMs” meditar profundamente sobre o AUM que reside dentro dele, concentrando sua atenção em sua glória inefável..Daí surgirá o Conhecimento Interior e desaparecerão os obstáculos que impedem chegar a Samâdhi – Iluminação/Libertação

Porém, se alguém pronuncia depois de cometer uma falta grave e transcendental, esse atrairá sobre sua própria esfera impura forças e presenças iqualmente impuras que de outra forma nunca poderiam atravesar sua Aura.

AUM é também relacionado com o Kala Hamsa,  a ave  ou  cisne. Diz  o  Nadavindupanishat  (Rig  Veda) traduzido pela Sociedade Teosófica de Kumbakonam - "Considera-se a sílaba A como a asa direita da ave Amsa, U a asa esquerda, M a cauda, e o Ardhamatra (meio­metro) diz-se ser a sua cabeça". 

Kala Hansa é o nome místico dado a Brahma – o Parabrahman – que significa “o cisne fora do tempo” – a Grande Ave – análogo ao Pelicano dos Alquimistas e Rosa Cruzes e ao Ain Soph da Cabala – Kala significa tempo Infinito, portanto significa a Ave que está fora do espaço-tempo, e por essa razão Brahmâ – Criador é o veículo de Hansa

Daí terem os Rosacruzes elegido por símbolo o pássaro aquático (seja o cisne ou o pelicano) com os seus sete filhotes - símbolo modificado e adaptado à religião de cada país.

O mesmo ocorre com  Ain Soph dos Cabalistas que  é chamado no Livro dos Números a "Alma de Fogo do Pelicano".

Kala Hansa surge em cada Manvantara como Nârâyana ou Svâyambhuva, o Existente por Si, e, penetrando no Ovo do Mundo, dele sai no final da divina incubação, como Brahmâ ou Prajâpati, o progenitor do Universo futuro, no qual se expande.

É Purusha (o Espírito), mas também é Prakriti (a Matéria). Por isso, unicamente depois de haver-se dividido em duas metades, Brahmâ-Vâch (a fêmea) e Brahmâ-Virâj (o macho), é que Prajâpati se torna o Brahmâ masculino.


Ainda no Hiduismo, temos Ganesha -  - O Senhor cuja forma é Om – por ser  considerado a encarnação corporal do Cosmos inteiro.




 O mantra mais conhecido do Buddhismo Tibetano 
os tibetanos pronunciam Om Mani Peme Hum,
associado ao bodhisattva da compaixão, Avalokiteshvara.





quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os Níveis ou Planos da Consciência



“..Sabemos pela experiência imediata que a luz da consciência possui diversos graus de claridade, e o complexo do eu muitas gradações de acentuação. No nível animal e primitivo há uma simples luminositas que mal se distingue ainda do brilho dos fragmentos do eu dissociado, e, como acontece no nível infantil e primitivo, a consciência ainda possui uma unidade, por não ter sido centrada por um complexo do eu firmemente estruturado, mas flameja, aqui e acolá, onde acontecimentos internos ou externos, os instintos e os afetos, despertam para a vida. Nesse estágio, ela ainda tem um caráter insular ou arquipelágico. Mas ainda não é uma totalidade plenamente integrada num estágio superior ou supremo, sendo, pelo contrário, capaz de um alargamento indefinido. Ilhas crepusculares, ou mesmo continentes inteiros, podem ainda vir se acrescentar à consciência moderna, fenômeno este que se tornou experiência diária para a psicoterapeuta. Por isso, faremos bem em conceber a consciência do eu como cercada de uma multidão de pequenas luminosidades.”
Jung - DI 387

“Assim o adepto, perceberá pouco a pouco, com os olhos da mente, que algumas centelhas brilham cada vez mais, dia após dia, e crescem até se tornarem uma luz tão grande, que, com o correr do tempo, se conhecerão todas as coisas que lhe serão necessárias.”
Dorn (alquimista)
 
“Esta é a visão das esferas celestes, donde promana o hino da vida. É imensa e, no entanto, é simples, em comparação com a visão de seu movimento. Os seres não se detêm nos diversos níveis, mas se movem, num íntimo movimento que os transforma a todos. Em vosso universo físico-dinâmico-psíquico não é apenas a esfera física que é dominada pela energia; esta por sua vez, é dominada pelo espírito, mas, todas juntas constituem todo um incessante movimento de ascensão, das esferas inferiores às superiores... Desse modo, a substância se muda de forma em forma, as individuações do ser elevam-se de esfera em esfera; aparecem, provenientes do infinito, em vosso universo concebível; desapare¬cem imersas no infinito. No alto, está a luz, o conhecimento, a liberdade, a justiça, o bem, a felicidade, o paraíso; é a grande luz que se projeta, e acende em vós aquilo que, com um pressentimento, está por cima de vossos ideais e de vossas aspirações já elevadas. Embaixo estão as trevas, a ignorância, a escravidão, a opressão, o mal, a dor, o inferno, vosso passado, que vos enche de terror no presente e este, por sua vez, será amanhã o passado que também vos encherá de terror.

A evolução corresponde a um conceito de libertação dos limites que sufocam, dos liames que estrangulam, é um conceito de expansão cada vez mais amplo do nível físico ao dinâmico e ao conceptual. Por isso, é subida, progresso e conquista. Embaixo, nos graus subfísicos, o ser está apertado em limites ainda mais angustiosos do que são o tempo e o espaço que atormentam vossa matéria; no alto, nos graus superpsíquicos, não apenas caem as barreiras de espaço e de tempo — tal como já ocorre em vosso pensamento — mas desaparecem também os limites conceptuais, que hoje circunscrevem vossa faculdade intelectiva. O horizonte do concebível será deslocado imensamente, para mais longe, mas ainda constitui um limite para vós e só podeis superá-lo pela evolução. ...

O universo psíquico já é muito mais vasto que os outros dois, o limite tempo-espacial já desapareceu completamente! Vossa mente, é inegável, perde-se em tanta amplidão. Mas deveis compre¬ender, certamente, que o absoluto só pode ser um infinito, porque só um infinito pode conter e esgotar todas as possibilidades do ser. Deveis compreender: se sois cidadãos do universo, não sois o uni¬verso; sois órgãos e não o organismo; sois um momento do grande todo e não a medida das coisas. Infelizmente, vosso concebível se restringe aos limites de vossa consciência, que só se comu¬nica com o exterior pelas portas estreitas dos vossos únicos cinco sentidos. O que pode acrescentar a isso a maioria das pessoas? Muito pouco, para conceber o absoluto.”
Pietro Ubaldi



“Há um conhecido aforismo cabalístico que diz: ‘A pedra se converte em planta; a planta em animal; o animal em homem; o homem em espírito; e o espírito em um deus’. A “centelha” anima sucessivamente todos os reinos, antes de penetrar e animar o homem divino; e entre este e seu predecessor, o homem animal, existe todo um mundo de diferença. O Gênesis começa sua antropologia no ponto errado – evidentemente para velar a verdade - e não conduz a parte alguma. Seus primeiros capítulos jamais visaram a representar, nem sequer como alegoria remota, a criação de nossa Terra...”
DSI - 279



No 6° Aforismo dos Rosa-Cruzes temos o seguinte:
“Do mesmo modo que a vida é a essência do espírito,
assim o é a consciência na essência da vida.
Embora o Espírito seja Um,
Sua manifestação se realiza por muitos canais da consciência,
Que podem ser resumidos em sete grupos, a saber:

Elemental
Mineral,
Vegetal,
Animal,
Humano,
Sobre-humano e,
Divino.
Todos enquadrados no conceito generalizador
de planos progressivos da consciência.”

Estes planos, na doutrina rosa-cruciana, têm como símbolo a cadeia de sete anéis, já que na realidade cada plano corresponde ao que compõe a cadeia da vida.

O mesmo afirma Blavatsky:

“As Mônadas... estão divididas em sete Classes ou Hierarquias,
segundo seus respectivos graus de evolução,
consciência e mérito...”    DSI – 215




Os Sete Planos da Consciência

1 – Elemental
“... existem modos de evolução que precedem o reino mineral, e assim é que uma onda de evolução, ou melhor, várias ondas de evolução precedem a onda mineral em seu progresso...”  DSI – 219

“Neste plano da vida, a consciência se revela através das ações e das reações de sua composição material. Manifestam-se os chamados elétrons e outros elementos...”
MI - 53

não confundir com os Elementais - gnomos, ondinas...


2 – Mineral
“Em nosso Globo nascente... a Mônada ou Jiva..., foi precipitada inicialmente, pela Lei de Evolução, na forma mais baixa da matéria: o mineral. Encerrada na pedra (ou no que iria tornar-se mineral e pedra...), ... E passando através de todas as formas de matéria vegetal... animal... se transformará em homem físico.”
DSI – 280

“Uma descida do espírito na matéria, equivale a uma ascensão no processo evolutivo físico; um reerguimento desde os mais profundos abismos da matéria (o mineral) para o seu statu quo ante, com a dissipação correspondente de organismos concretos – até o Nirvana, o ponto em que se desvanece a matéria diferenciada.”
DSI – 219

“...A expressão “substância inorgânica”, usada pela Ciência, significa apenas que a vida latente, adormecida nas moléculas da chamada “matéria inerte”, é incognoscível. TUDO É VIDA, e cada átomo, mesmo o do pó mineral, é uma VIDA...”
DSI – 281/2

“No plano mineral, a consciência é um jogo de atração e repulsão, em que sincroniza a massa mineral... sua coesão existe pela razão de sua própria natureza, Sua força natural atrai consideravelmente as moléculas, mercê de uma incontestável força de gravitação, do mesmo modo que uma grande massa de astros obedece, de modo inexorável, à lei de sua órbita.
 
No substrato, o subplano mineral, a cristalização das partículas se mostra evidente e elas adquirem formas geométricas. Esses cristais chegam a um total de trinta e duas formas e se bifurcam em seis sistemas, que são o resultado, ou desenvolvimento, ou evolução da consciência atômica rudimentar... um material magnífico, para com ele construir a expressão da vida residente na forma material do átomo, assim como, num grau superior, toma a vida e a manifesta em toda a sua forma humana.”
MI - 53/4


3 – Vegetal

“A consciência vegetal pode ser definida em três classes... conhecidas como
Trofose, no que se refere à nutrição;
Neurose, quando se relaciona com a sensibilidade; e
Psicose, quando se refere aos fenômenos da mente.”

MI - 55

“... É no reino vegetal que a “Essência Monádica” começa imperceptivelmente a diferencia-se no sentido de consciência individual...”
DSI – 221

Várias experiências têm sido realizadas sobre a reação dos vegetais a estímulos sonoros que são capazes de estimular ou inibir o desenvolvimento das plantas.

Por exemplo, dois estudantes colocaram em duas estufas com plantação de abóboras músicas diferentes.

Na primeira – rock, na segunda – Beethoven.

Depois de oito semanas, as que “ouviam” rock tinham crescido em direção oposta ao dos alto-falantes.

Na estufa ao lado, após o mesmo tempo, as plantas estavam crescendo em direção em direção aos alto-falantes.

Um fazendeiro canadense conseguiu uma safra de trigo 66% superior à média da região, transmitindo para a plantação, a intervalos regulares, as sonatas de Bach.



Lembrando o que Jung fala sobra a consciência:
“A consciência é, em primeiro lugar, um órgão de orientação em um mundo de fatos exteriores e interiores...”

Segundo Jung a consciência é composta de quatro faculdades:
1. Sensação – que constata que algo existe, é uma percepção geral, “Nós vemos, ouvimos, apalpamos e cheiramos o mundo, e assim temos consciência do mundo. Estas percepções sensoriais nos dizem que algo existe fora de nós. Mas ela não nos diz o que isto seja em si... sua natureza é menos psíquica do que fisiológica.”

2. Pensamento – “... Uma outra faculdade interpreta o que foi percebido. Denomino-a pensamento. Graças a esta função o objeto da percepção é assimilado e transformado muitíssimo mais em conteúdos psíquicos do que através da mera sensação.”
3. Sentimento – “... Uma terceira faculdade constata o valor do objeto. A esta função do valor dou o nome de sentimento... O sentimento coloca o sujeito e o objeto em tão estreita relação, que o sujeito deve escolher entre a aceitação e a recusa.”
Parece evidente podermos atribuir às plantas uma consciência mesmo que rudimentar. Há o instinto de conservação, preservação e de procriação.

4 – Animal
A consciência do plano animal acrescenta às três funções da consciência vegetal (trofose, neurose e psicose), a função de locomoção – ação e movimento. Havendo portanto os mesmos instintos do vegetal, acrescido da capacidade de locomoção mais eficiente (as plantas também se movimentam em direção a alguma coisa que as interessam).


4a – Sub-humano / animal
Podemos considerar que, sendo o nível animal imediatamente anterior ao humano, e como a natureza não dá “saltos”, mas procede da obscuridade à luz de forma gradativa e de acordo com as capacidades adquiridas, às quais podemos chamar de instintos, temos que parte do elemento humano se encontra nesse estágio intermediário, onde os instintos da auto preservação se apresentam de forma mais evidente e “crua”, como explica Jung:

“...Como fator determinante, o instinto é variável, e, por isso, passível de diferentes aplicações. Qualquer que seja a natureza da psique, ela é dotada de extraordinária capacidade de variação e transformação.” DI – 235

“...Não somente as reações à fome ordinária podem ser as mais variadas possíveis, como a própria fome pode ser “desnaturada” e mesmo parecer algo metafórico... a própria fome pode assumir os mais diversos aspectos... pode se manifestar como cobiça pura e simples ou sob as mais variadas formas, tais como a de um desejo e uma insaciabilidade incontroláveis, como por ex. a cupidez do lucro ou ambição sem freios.” DI – 236

“A fome como expressão característica do instinto de auto-conservação é sem dúvida um dos fatores mais primitivos e mais poderosos que influenciam o comportamento humano. A vida do homem primitivo, por ex., é mais fortemente influenciada por ele do que pela sexualidade. A este nível, a fome é o A e o O da própria existência.” DI - 237

Sobre este nível de Consciência do sub-humano assim se refere Pietro Ubaldi:
“... O mais baixo vive e só se sente viver no nível vegetativo; move-se num campo físico, no qual a ideação é concreta, quase muscular. O mundo sensório é toda a realidade, e nenhuma abstração, nenhum conceito sintético o supera. Os instintos primordiais (fome e amor) dominam e sua satisfação é a única necessidade, alegria e aspiração. Psiquismo rudimentar que só se exercita no campo passional de atrações e repulsões violentas e primitivas. Qualquer superação permanece no inconcebível; trevas dominam quase toda a consciência...” GS – 276.


“Está provado que a atividade mental e emocional do homem, em seu plano inferior, não difere muito da dos animais dotados de maior entendimento. O homem selvagem tem consciência da própria individualidade,... e as formas de pensamento se revelam no exterior, já que não tem capacidade suficiente para viver na introspecção... e não alcança suas profundidades por mais que se canse em buscá-lo... (a) autoconsciência existe, mas em estado latente...”
MI - 64

diz Kardec no Livro dos Espíritos:

“A alma em sua primeira encarnação ensaia-se para a vida, a inteligência apenas desabrocha...”



5 – Humano
“Há um instinto, diferente do impulso de agir e, enquanto sabemos, especificamente humano, que poderíamos chamar de instinto da reflexão... O termo latino reflexio significa um curvar-se, inclinar-se para trás, ... A reflexio é um voltar-se para dentro, tendo como resultado que, em vez de uma reação instintiva, surja uma sucessão de conteúdos ou estados, que podemos chamar de reflexão ou consideração. Assim, a compulsividade é substituída por uma certa liberdade, e a previsibilidade por uma relativa imprevisibilidade.” Jung -  DI – 241

“Graças ao instinto de reflexão, o processo de excitação se transforma mais ou menos completamente em conteúdos psíquicos, isto é, torna-se uma experiência; um processo natural transformado em um conteúdo consciente. A reflexão é um instinto cultural par excellence, e sua força se revela na maneira como a cultura se afirma em face da natureza.” Jung - DI – 243

“Mas a civilização criou um tipo mais elevado, com o psiquismo mais desperto que chega até à racionalidade. A explosão das paixões é controlada, pelo menos nas aparências. Os instintos primordiais, ainda que sendo os mesmos, complicam-se, revestem-se de um trabalho reflexo de controle; sutilizam-se, tornam-se mais nervosos e psíquicos. Adora-se a riqueza e até a cultura; impera a ambição que incentiva a luta, que se torna cada vez mais nervosa e astuta, e ultrapassa as metas do indispensável. Embora sensória, a realidade se enriquece. A zona do concebível dilata-se um pouco, mas fica sempre fora dos fenômenos e é impotente diante de uma síntese substancial. Os princípios gerais são repetidos, mas não sentidos; há uma incapacidade de consciência quando vai além do interesse do “eu”, suprema exigência.


..O altruísmo não se expande além do círculo familiar. É o moderno homem civilizado, educado com verniz de informações culturais, volitivo, dinâmico, sem escrúpulos, egoísta, habituado a mentir, vazio de qualquer convicção e aspiração substancial. Sua impotência intuitiva e sintética denomina-se razão, objetividade, ciência, que são meios utilitários.”  Pietro Ubaldi - A Grande Sintese - 276



“... Na planta, a inteligência dormita, no animal sonha, só no homem acorda...”
Léon Denis



6 – Sobre-humano

“Existe um tipo ainda mais elevado de homem, dificilmente reconhecível por fora por quem não tenha chegado a esse nível. Muitas vezes é um solitário...”
P. Ubaldi - GS - 276

“Este plano é chamado pelos iniciados e representantes das doutrinas ocultas de plano dos senideuses, pois nele se alcança um nível de consciência superior ao humano, depois de haver ultrapassado várias etapas de superação espiritual necessárias para alcançar a perfeição da evolução humana... Com efeito, todos caminhamos até esse nível, todos estamos a caminho, alguns sem o saber, outros sabendo-o...” MI – 66

“ ...O sobre-humano é um poder terreno que se relaciona a todo momento com a alta especulação da vida, com os empreendimentos mais grandiosos. São desta casta os homens que se sacrificam pela humanidade, quer no campo da ciência, ... na política, no campo das idéias. Este é o nível dos homens que se elevam acima dos interesses mesquinhos, procurando escalar os picos mais altos de sua consciência pelos caminhos de sua vontade e de seu temperamento. Eles se antecipam aos seres humanos comuns, à massa geral, para orientá-los e levá-los por rotas de harmonia e de perfeição...”
MI – 68

“Quando o sobre-humano tem consciência do todo, do universo, de si mesmo, como unidade, é porque chegou a adquirir pleno domínio de uma realidade de supervalorização humana. Quer dizer que conseguiu a verdade a respeito dos valores da vida e da consciência.

As qualidades morais do ser humano, o amor, a bondade, a moderação, etc., são produtos indiscutíveis desse estado do conceito do sobre-humano.


Nesse estado de evolução humana, o homem, o super-homem, reconhece os seguintes princípios da unidade universal, sem nenhum preconceito:

1. Que existe a imortalidade, a eternidade, não como princípio religioso aceito pela força do dogma, mas como uma realidade despojada de toda crença e produzida pelo raciocínio completo de uma faculdade manifestada.

2. Que existe nele um absoluto sentimento da verdade e da certeza que emana de seus atos, e que tudo o que seus olhos vêem é determinado com uma clarividência muito diferente da dos demais seres.

3. A plena segurança de que o Amor é uma qualidade ou um conceito universal, que não se deve limitar a ninguém, nem deve ter barreiras de espécie alguma. Que esse amor deve estender-se para todos os seres...

4. Um sentimento de inexplicável generosidade, que brota nele de modo extraordinário e que não é comum a todos os seres.

5. Um desejo de saber e de aprofundar, de alcançar toda a sabedoria para poder fazer luz onde existem apenas trevas. Um descontentamento em relação a si próprio para alcançar outros estados superiores de sabedoria, e que sua sabedoria sirva para guiar os demais homens da Terra...”
MI – 74



“... Está muito distante da média, porque viu compreendeu as altas metas da vida e só pode passa pela terra em missão: amando e beneficiando... ele superou os instintos da animalidade, ou luta para superá-los... e considera sua dor a dor do mundo. Sabe e sente tudo o que, para seus semelhantes, se perde no inconcebível. Seus triunfos são muito amplos e distantes para serem vistos porque ele se move no pensamento e na ação, aderindo à substância das coisas, em harmonia com o infinito.”
GS – 276 

“...O super-homem, seja ele poeta, artista, músico, filósofo,... um intelectual que desenvolve as forças do pensamento,... ou um místico que cria no campo do sentimento ou do amor; ele sempre é um tipo de superconsciência... sua zona de vida, onde reside seu trabalho de construção, está situada no inconcebível. Os normais podem passar a vida sem jamais mencionar o espírito; para (ele)... essa é a mais intensa realidade da vida. Resultado de imenso trabalho no tempo, ele sintetiza os produtos mais altos da evolução e da raça, mas está sozinho e o sabe. Move-se numa dimensão conceptual, que só seus iguais compreendem. Descido dos céus, é um exilado na terra, ou em resgate ou em missão, e sonha com sua pátria distante. Ele não anda pelas estradas batidas; sabe estabelecer relações entre fatos e idéias que outros não vêem; é um supersensitivo que percebe as verdades de imediato, por intuição; nada tem a aprender, mas recorda e revela...”
GS – 295/6

“...está sozinho em seus amplíssimos horizontes... O centro de sua vida desloca-se; sua consciência tem a visão da Lei... A conquista da verdade está completa, a consciência se move em plena luz. Não mais verdades pequenas, relativas e fracionadas, incompletas e lutando entre si, mas uma verdade universal que, superando-os, admite e compreende todos os pontos de vista de cada um, dos povos e dos tempos. ... Não mais ângulos obscuros, inexplorados, dentro e fora de si... a luz chega até às últimas causas.”
GS – 297

“Este é o paraíso, no ápice das ascensões humanas; esta a máxima perfeição e felicidade que vosso concebível pode hoje conter. Com isso completa-se o caminho da evolução individual na terra, para continuar mais tarde, ao emigrar para novas dimensões...”
GS - 298



7 - Divino

Alcançando assim o plano divino, pelo menos assim poderemos chamar dentro da nossa concepção e percepção da realidade presente e experenciada até aqui, isto é, divino para nós que estamos ainda imersos na terceira dimensão.

Há muito mais além, infinitas possibilidades que um dia alcançaremos...






Bibliografia:
DI – A Dinâmica do Inconsciente – Jung – Editora Vozes
DSI – A Doutrina Secreta vol. I - H.P. Blavatsky
GS – A Grande Síntese - Pietro Ubaldi
MI - Magus Incognito – A Doutrina Secreta dos Rosa-Cruzes

Vida, Espírito e Consciência


Vamos abordar nesse tópico o que significa os termos
Vida, Espírito e Consciência -

Ao que parece há uma ideia comum de que se trata de termos diferentes que definem elementos diferentes...

Será mesmo?


Magus Incognito no livro "A Doutrina Secreta dos Rosa-Cruzes" (que será muito citado e sempre identificado por MI) escreve o seguinte:


“A vida, como essência do Espírito, é matéria vital e ponderável. É inconcebível o Espírito Morto, já que sua qualidade mortal lhe subtrairia sua qualidade de espírito...

A consciência, por sua vez, é um princípio incomensurável da vida, e, consequentemente, absoluto, já que a vida sem consciência não existe, e sua manifestação está na mente de acordo com o grau de compreensão que consiga dessa consciência e da vida que se dispões a viver...”
MI – pg.51

Espírito & Matéria

Outra polaridade ou opostos que nos parece inconciliável...

Será Mesmo?

Vejamos o que encontramos na obra de Blavatsky - A Doutrina Secreta -
(indicada pela sigla DI - seguida da indicação do volume)


“... Há uma Realidade Absoluta, anterior a tudo o que é manifestado ou condicionado. Esta Causa Infinita e Eterna..., é a Raiz sem Raiz de “tudo quanto foi, é e será”... É a “Asseidade”... , e está fora do alcance de todo pensamento ou especulação.”
DSI - 81

“... o Parabrahman dos hindus... não é “Deus”, como não é um Deus.
“É o Supremo e o não-Supremo”.
É o Supremo como causa, e o não-Supremo como efeito.
Parabrahman é simplesmente, como Realidade sem par, o Cosmos que tudo contém – ou melhor, o Espaço cósmico infinito – no sentido espiritual mais elevado, naturalmente...
Parabrahman, em suma, é a agregação coletiva do Cosmos em sua infinidade e eternidade...” DSI - 75

“Parabrahman, a Realidade Una, o Absoluto, é o campo da consciência Absoluta... Mas logo que saímos, em pensamento (da Realidade Una) ..., surge o dualismo entre Espírito... e a Matéria...

O Espírito (ou Consciência) e a Matéria devem ser, no entanto, considerados não como realidades independentes, mas como duas facetas ou aspectos do Absoluto (Parabrahman), que constituem a base do ser condicionado, seja subjetivo ou objetivo.

Se considerarmos essa tríade metafísica como a raiz de que procede toda manifestação, o Grande Sopro assume o caráter de Ideação pré-cósmica. É a "fons et origo" da força e de toda existência individual; e de onde promana a inteligência que preside o vasto plano da Evolução cósmica. Por outra parte, a Substância-Raiz pré-cósmica (Mûlaprakriti) é o aspecto do Absoluto que serve de substratum a todos os planos objetivos da natureza.

Assim como a Ideação Pré-Cósmica é a raiz de toda consciência individual, assim também a Substância Pré-Cósmica é o substratum da matéria nos seus diversos graus de manifestação.

Daí resulta que o contraste desses dois aspectos do Absoluto é essencial para a existência do Universo manifestado. Isolada da Substância cósmica, a Ideação Cósmica não poderia manifestar-se como consciência individual; pois só por meio de um veículo (upâdhi) de matéria é que a consciência emerge como “Eu sou Eu”, sendo necessário uma base física para concentrar um Raio da Mente Universal a certo grau de complexidade. E por sua vez, separada da Ideação Cósmica, a Substância Cósmica não passaria de uma abstração vazia, e nenhuma manifestação de consciência poderia surgir.

O Universo Manifestado acha-se portanto, informado pela dualidade, que vem a ser a essência mesma de sua Ex-istência como manifestação. Mas assim como os pólos opostos de Sujeito e Objeto, de Espírito e Matéria, não são mais que aspectos da Unidade Una, que é a sua síntese...”

DSI – 82/83
“O “Pai e a Mãe” são os princípios masculino e feminino na Natureza-Raiz, os polos opostos que se manifestam em todas as coisas, em cada plano do Cosmos; ou Espírito e a Substância, em seu aspecto menos alegórico, e cuja resultante é o Universo, ou o “Filho”... Em linguagem esotérica, Brahmâ é o Pai-Mãe-Filho, ou Espírito, Alma e Corpo a um só tempo, sendo cada personagem o símbolo de um atributo e cada atributo ou qualidade um eflúvio graduado do Sopro Divino em suas manifestações cíclicas, involutivas e evolutivas....”
DSI - 105


“... A Divindade é Uma, porque é Infinita. É Tríplice porque está sempre se manifestando. Esta manifestação é trina em seus aspectos, pois, como diz Aristóteles, são necessários três princípios para todo corpo natural se torne objetivo: privação, forma e matéria. Privação... (é) o que os ocultistas denominam protótipos impressos na Luz Astral.... A união daqueles três princípios depende de um quarto: a Vida que se irradia dos cumes do Inatingível, para converter-se em uma Essência universalmente difundida nos planos manifestados da Existência....
DSI - 119

Paracelso diz que:
“... O Espírito é vivente, e a Vida é Espírito; e a Vida e o Espírito produzem todas as coisas, mas são em essência, um e não dois...”
DSI – 314

“Ensina a Filosofia Esotérica que tudo vive e é consciente, mas não que toda vida e toda consciência sejam semelhantes às dos seres humanos ou mesmo dos animais. Nós consideramos a vida como a única forma de existência manifestando-se no que chamamos Matéria, ou naquilo que, no homem chamamos Espírito, Alma e Matéria (separando-os sem razão). A Matéria é o Veículo para a manifestação da Alma neste plano de existência, e a Alma é o Veículo em um plano mais elevado para a manifestação do Espírito; e os três formam uma Tríade sintetizada pela Vida, que os interpenetra a todos... as coisas dotadas de movimento são coisas vivas, quer se trate de átomos ou de planetas.”
DSI - 111

“A VIDA, por conseguinte está em toda parte do Universo, e – é o que ensina o Ocultismo – também existe no átomo.”
DSI - 283

“...O Ocultismo repugna, assim, a chamada Idade Azóica da ciência, mostrando que em tempo algum deixou de existir vida sobre a Terra. Onde quer que haja um átomo de matéria, uma partícula ou molécula, ainda que em estado supergasoso, aí existe vida, latente ou inconsciente que seja.”
DSI - 290

“Repetimos: os semelhantes devem produzir os semelhantes. A Vida Absoluta não pode produzir um átomo inorgânico, seja simples ou complexo; e ainda em estado Laya existe vida, exatamente do mesmo modo que o homem imerso em profundo sono cataléptico continua um ser vivente, embora com todas as aparências de um cadáver.”
DSI – 291

“...O Ocultismo, que descobre uma Vida em cada átomo ou molécula, seja no corpo humano, seja no mineral, no ar, no fogo e na água, afirma que todo o nosso corpo é feito destas Vidas ...”
DSI - 261

“...Assim, a idéia de que o tabernáculo humano é construído por Vidas inumeráveis, exatamente como foi a crosta rochosa de nossa Terra, em nada repugna aos verdadeiros místicos...”
DSI – 292

“Dá-se o mesmo quanto ao Universo, que se manifesta periodicamente, tendo como objetivo o progresso em conjunto das Vidas inumeráveis – as expirações da Vida Una; a fim de que, através do perpétuo Vir-a-ser, cada um dos átomos deste mesmo Universo infinito, passando do informe e do intangível, pelas complexas naturezas do “semiterrestre”, à matéria em plena geração, para depois retroceder e tornar a subir a estados ainda mais elevados e mais próximos da meta final; a fim de que – repetimos – possa cada átomo alcançar, por meio de esforços e méritos individuais, aquele estado em que voltará a ser o TODO UNO e Incondicionado. Mas, entre o Alfa e o Ômega, se estende o áspero “Caminho”, eriçado de espinhos, que primeiro se dirige para baixo, e depois
Sobe em espiral para o alto da colina,
Sim, sem cessar, até alcançar o topo...”
DSI - 299

Evolução

Evolução

DSI- Doutrina Secreta vol I = Helena Blavatski

“... Mas não há, em todo o Universo, plano que ofereça maior margem e mais vasto campo de ação que o plano mental, com suas gradações quase infinitas de qualidades perceptivas e aperceptivas; plano este que, além do mais, possui uma região inferior conveniente a cada “forma”, desde a Mônada Mineral até o seu florescer em Mônada Divina, graças à evolução.. durante todo esse tempo, porém, a Mônada é uma só e sempre a mesma, diferenciando-se apenas em suas encarnações, através dos seus ciclos sucessivos de obscurecimento parcial ou total do espírito, ou de obscurecimento parcial ou total da matéria – as duas antíteses polares – conforme se eleve em busca do reino da espiritualidade mental ou desça aos abismos da materialidade.”
DSI – 218

“... O átomo, tal como se conceitua nas hipóteses científicas correntes, não é uma partícula de algo, animada por algo psíquico e destinada a despontar como um homem após o transcurso de largos evos. Mas é a manifestação concreta de uma Energia Universal, ainda não individualizada; manifestação serial da única Monas universal. O Oceano da Matéria não se divide em suas gotas potenciais e constituintes antes que a onda de impulso de vida atinja o estágio evolutivo humano. A tendência para a segregação em Mônadas individuais é gradativa, e quase chega a este ponto nos animais superiores.... os ocultistas ... distinguem do abstrato os graus progressivos do concreto, por meio dos termos como “Mônada Mineral, Vegetal, Animal”, etc. A expressão quer dizer simplesmente que a onda de evolução espiritual está passando por aquele arco de seu circuito... Sendo as Mônadas coisas não compostas, como acertadamente as definiu Leibnitz, a Essência Espiritual, que as vivifica em seus diversos graus de manifestação, é que constitui, propriamente falando, a Mônada – e não a agregação atômica, que é senão o veículo, a substância através da qual vibram os graus inferiores e superiores da inteligência.”
DSI – 221

“... Porque a Mônada ou Jiva, per se, não pode ser considerada sequer como Espírito: é um Raio de Luz, um Sopro do Absoluto, ou antes, algo na condição de Absoluto; e a Homogeneidade Absoluta, não tendo nenhuma relação com o finito condicionado e relativo, é inconsciente em nosso plano. Assim, além do material de que necessita para sua futura forma, requer a Mônada:
a) um modelo espiritual ou protótipo, para dar configuração àquele material.; e
b) uma consciência inteligente, para guiar sua evolução e progresso...”
DSI - 280

“Está claro agora que na Natureza existe um tríplice esquema evolutivo, ... ou melhor, três esquemas separados de evolução, que em nosso sistema se acham entrelaçados e combinados em todas as suas partes. São a evolução Monádica (ou Espiritual), a Intelectual e a Física...
1° - A evolução Monádica, como a expressão indica, relaciona-se com o crescimento e desenvolvimento da Mônada em fases de atividade cada vez mais elevadas, em conjunção com

2° A evolução Intelectual, ... e com 

3° A evolução Física... (com a qual a Natureza formou o corpo físico atual). Este Corpo serve de veículo ao “crescimento” (empregando uma palavra inadequada) e às transformações (por meio de Manas e graças à cumulação de experiências)...

A Natureza, a Força evolutiva física, não poderia, por si só, desenvolver jamais a inteligência...”
DSI - 223

“A evolução da forma externa, ou corpo, em torno do astral, é produzida pelas forças terrestres, do mesmo modo que nos reinos inferiores; mas a evolução do Homem interno ou real é puramente espiritual...”
DSI – 218

“Ensina a Doutrina que, para chegarem a Deuses divinos e plenamente conscientes, as Inteligências espirituais Primárias (inclusive as mais elevadas) têm que passar pela fase humana. E a palavra “humana” não deve aqui aplicar-se tão somente à nossa humanidade terrestre, mas igualmente aos mortais que habitam todo e qualquer mundo, ou seja, àquelas Inteligências que alcançaram o necessário equilíbrio entre a matéria e o espírito, como nós agora... Cada entidade deve conquistar por si mesma o direito de converte-se em um ser divino, à custa da própria experiência.

Hegel, o grande pensador alemão, deve ter conhecido ou pressentido essa verdade, quando disse que o Inconsciente fez evolucionar o Universo “com a esperança de adquirir clara consciência de si mesmo”, ou, por outras palavras, de se tornar Homem... Da mesma ordem de idéias é o sentido secreto da frase cabalística: “O Sopro torna-se pedra; a pedra converte-se em planta; a planta em animal; o animal em homem; o homem em espírito; e o espírito em um deus.””
DSI – 157

Kardec – Obras Póstumas

“O Espiritismo é evolucionista e entende a evolução como um encadeamento universal de todas as coisas e de todos os seres no progresso constante... Assim, os Espíritos que nos rodeiam no plano invisível do planeta e se comunicam conosco são humanos. Os Espíritos de outra natureza são sub-humanos ou divinos. Os primeiros pertencem às espécies animais e à classe de transição para a Humanidade e não estão ainda em condições de se comunicar inteligentemente. Os segundos são (os divinos), mas por isso mesmo já passaram pela Humanidade e são também humanos.

Em vez de uma infinidade de criações estacionárias... há apenas uma única, essencialmente progressiva, sem privilégio para criatura alguma, elevando-se cada individualidade para o estado de desenvolvimento completo, assim como o gérmem do grão que chega ao estado de árvore...”


“A Doutrina Secreta ensina o progressivo desenvolvimento de todas as coisas, tanto dos mundos quanto dos átomos... O nosso Universo não passa de uma unidade em um número infinito de Universos... cada qual em relação de efeito com o que precedeu, e de causa com o que lhe sucede.”
DSI – 106

“... falamos de uma escala setenária de manifestação, que começa no grau superior com a Causalidade Uma e Incognoscível, e termina como a Mente e Vida Onipresente, imanentes em cada átomo de Matéria...”
DSI - 185



“O progresso é a condição normal dos seres espirituais, e a perfeição relativa é a finalidade que devem alcançar; ora, tendo Deus criado de toda a eternidade, e criado sem cessar, de toda a eternidade também terá havido os que alcançaram o ponto culminante da escala.

Antes que a Terra existisse, mundos haviam sucedido os mundos, e quando a Terra saiu do caos dos elementos, o espaço estava povoado de seres espirituais, em todos os graus de adiantamento, desde aqueles que nasciam para a vida, até aqueles que, de toda a eternidade, tomaram lugar entre os puros Espíritos, vulgarmente chamados anjos.”

Kardec – A Gênese – cap. XI v. 9


“... Ensina a Doutrina Secreta que não existem seres privilegiados no Universo, assim em nosso sistema como nos outros... – seres privilegiados à maneira dos Anjos da religião ocidental ou dos judeus. Um Dhyân Chohan não surge ou nasce como tal, subitamente, no plano da existência, isto é, como um Anjo plenamente desenvolvido; mas veio a ser o que é... Deuses criados como tais não demonstrariam nenhum mérito pessoal em ser Deuses. Semelhantes classes de Seres – perfeitos unicamente em virtude da natureza imaculada e especial que lhes fosse inerente – em face da humanidade que luta e sofre, e ainda das criaturas inferiores, seria o símbolo de uma injustiça eterna de caráter inteiramente satânico, um crime para todo o sempre...”
DSI – 257

“Todo o Cosmo é dirigido, vigiado e impulsionado por uma série quase interminável de Hierarquias de Seres sencientes, cada qual com uma missão a cumprir, e que – seja qual for o nome que lhes dermos , Dhyân-Chohans ou Anjos – são os “Mensageiros” (exclusivamente no sentido de agentes das Leis Cármica e Cósmica). Variam ao infinito os seus respectivos graus de consciência e de inteligência... Porque cada um destes Seres – ou foi um homem num Manvantara anterior, ou vai sê-lo no atual ou em Manvantara futuro.”
...
Os Anjos são homens de uma ordem superior... e nada mais.

Não são os Anjos “ministros” nem “protetores”, não são tampouco “Arautos do Altíssimo”, e muito menos os “Mensageiros da Ira” de Deus, criados pela imaginação do homem.... pois eles, do mesmo modo que o homem, são criaturas sujeitas à imutável Lei Cármica e Cósmica...

... De modo que, alimentando-se do fruto do conhecimento que dissipa a ignorância, o homem se converte em um dos Elohim ou Dhyânis; ....”
DSI – 306/7

“A ordem inteira da Natureza atesta que há uma progressiva marcha que tende para uma vida superior. Existe um plano ou desígnio na ação das forças, inclusive aquelas que parecem as mais cegas. O processo integral da evolução, com suas adaptações intermináveis, é uma prova disso...”
DSI – 308


“Tudo no Universo, em todos os seus reinos, é consciente, isto é, dotado de uma consciência que lhe é peculiar em seu próprio plano de percepção. Devemos capacitar-nos de que, só porque nós, humanos, não percebemos sinal algum de consciência na pedra, por exemplo, não é isso razão para concluirmos que nenhuma consciência existe ali. Não há matéria “morta” ou “cega”, como não há também Lei “cega” ou “inconsciente”...”
DSI - 305

“... porque cada átomo no Universo traz em si a potencialidade da própria consciência, e em última análise, como as Mônadas de Leibnitz, é um Universo em si mesmo e por si mesmo. É um átomo e um anjo.”
DSI – 157

“...podendo aplicar-se o termo Mônada tanto aos vastos Sistemas Solares quanto ao átomo mais íntimo.”
DSI – 88

“... O homem tende a converter-se em um Deus, e depois em Deus, da mesma forma que todos os demais Átomos do Universo.”
DSI – 203

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Simbologia dos Números

"Tudo existe exclusivamente pelo movimento e pelo número;
o movimento é, de qualquer forma,
o número atuando."

Balzac - em Luis Lambert


Zero
O zero é, de alguma forma, o começo antes do começo, sendo na simbologia numérica considerado a fonte de todos os números.

Na Cabala temos o Ain Soph – o Nada relativo; o Não-Ser, no sentido de uma existência totalizada e não revelada, e portanto imanifesta.
Um Princípio Primordial de toda a Criação.


No Taoismo temos o Tao


“O Tao produziu o Um
o Um produziu o Dois
o Dois produziu o Três
e o Três produziu todos os seres...”

Lao Tsé



Livro de Dzyan I:5:
“ Só as trevas enchiam o Todo sem limites, porque Pai, Mãe e Filho eram novamente UM, o Filho ainda não havia despertado...”

As Trevas são Pai-Mãe; a Luz é seu Filho...
As Trevas são, portanto, a Matriz Eterna, na qual as Origens da Luz aparecem e desaparecem...

O “Pai e a Mãe” são os princípios masculino e feminino na Natureza-raiz, os pólos opostos... ou Espírito e Substância cuja resultante é o Universo, ou o Filho...

DS I – 104


Gênesis 1
1 - No princípio, criou Deus os céus e a terra.

2 - E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

3 - E disse Deus: Haja luz. E houve luz.

4 - E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.


Só depois, no 4° dia da criação é que foram criados o Sol e as Estrelas...
14 - E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.

15 - E sejam para luminares na expansão dos céus, para alumiar a terra. E assim foi.

16 - E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.

“O Zero e o Infinito, que são dois modos da mesma realidade inapreensível, são a condição de qualquer existência. O zero é uma definição do divino....

É a partir do zero que se desenvolve os princípios matemáticas de positivo e negativo... sendo a chave de todas as equações.”
Chaboche



A física quântica nos informa que é o conceito de “Vácuo” ou “Vazio” absoluto não existe

Nestas «teorias de campo quânticas», o contraste clássico entre partículas sólidas e espaço circundante é completamente ultrapassado. O campo quântico é tido como a entidade física fundamental; um meio contínuo que está presente em toda e qualquer parte do espaço.

As partículas são meras aglomerações locais do campo; concentrações de energia que vão e vêm, perdendo assim o seu caráter individual e dissolvendo-se no campo subjacente.

Nas palavras de Albert Einstein:

Podemos assim encarar a matéria como sendo constituída por regiões do espaço onde o campo é particularmente intenso... Neste novo tipo de física não existe lugar para campo e matéria, o campo é a única realidade.


O Brahman dos hindus, tal como o Dharmakaya dos budistas, ou o Tao dos taoístas, pode ser visto, talvez, como esse campo último que enquadraria os fenômenos estudados em física bem como todos os outros.

Na visão oriental, a realidade subjacente a todos os fenômenos está para além de todas as formas e desafia qualquer descrição ou especificação. É frequentemente designado como sem forma, vazio ou nulo.

Mas este vazio não é tido como uma mera nulidade.
É, pelo contrário, a essência de todas as formas e a fonte de toda a vida. Diz a Upanishad:


Brahman é vida. Brahman é alegria. Brahman é o Vazio...
Alegria, verdadeiramente, é o mesmo que Vazio. Vazio,
verdadeiramente, é o mesmo que alegria
 
 Os budistas expressam a mesma idéia ao denominarem a realidade última por Sunyata — «Vazio», ou «O Vácuo» — e afirmam que é um vazio animado que dá origem a todo um mundo de fenómenos

Os novo-confucionistas desenvolveram uma noção de ch'i que apresenta uma semelhança impressionante com o conceito de campo quântico da física moderna.

Tal como este, o ch'i é concebido como uma forma de matéria ténue e não perceptível, omnipresente em todo o espaço e que se pode condensar em objetos materiais sólidos.

Nas palavras de Chang Tsai:
Quando o ch'i se condensa, a sua visibilidade torna-se aparente para que surjam então as formas (das coisas individuais). Quando se dispersa, a sua visibilidade deixa de existir tal como as formas. Na altura da sua condensação, pode dizer-se que isso é nada mais que temporário? E quando se dispersa, pode afirmar-se que é o não-existente?

Assim, ch' i condensa-se e dispersa-se ritmicamente, fazendo surgir todas as formas que eventualmente se dissolvem no vazio.


Como diz Chang Tsai:
O Grande Vazio só pode ser constituído por ch'i; este condensa-se para dar forma a todas as coisas; e estas coisas não fazem mais que dispersar-se (novamente) no Grande Vazio.

Tal como na teoria de campo quântica, o campo — ou ch' i — não é apenas a essência subjacente a todos os corpos materiais, transportando também as suas mútuas interações sob a forma de ondas.

A seguinte descrição de Walter Thirring, sobre o conceito de campo na física moderna, e a de Joseph Needham, sobre a visão chinesa do mundo físico, ilustram a grande semelhança de conceitos.

"A moderna física teórica colocou o nosso conhecimento acerca da essência da matéria num contexto totalmente diferente. Afastou o nosso olhar do visível — as partículas — para a entidade subjacente, o campo. A presença de matéria deve-se apenas a uma perturbação do estado normal do campo nesse local; algo acidental, quase que se poderia dizer uma mera «mancha». Concordantemente, não existem leis simples que descrevam as forças existentes entre as partículas elementares... A ordem e simetria devem ser procuradas no campo subjacente.


A visão chinesa do universo, nos tempos antigos e medievais, era a de um todo contínuo e perfeito. Ch 'i condensava-se em matéria palpável e não era individualizada sob forma alguma, mas os objetos agiam e reagiam com todos os outros objetos do mundo, numa dependência ondulatória ou vibracional, numa alternância rítmica das duas forças fundamentais, o yin e o yang. Objetos 'individuais possuíam assim os seus ritmos intrínsecos e estes estavam integrados no padrão geral de harmonia do mundo."

Com o conceito de campo quântico a física moderna veio dar uma resposta inesperada à velha questão de saber se a matéria é formada pela junção de átomos individuais ou por um todo incindível. O campo é uma continuidade que está presente em todo o lado e, no entanto, quando assume o aspecto de partículas apresenta-se como descontínuo, com uma estrutura «granular».

Os dois conceitos, aparentemente contraditórios, estão na realidade unificados e são tidos como diferentes aspectos de uma mesma realidade. Como acontece numa teoria relativista, a unificação de dois conceitos opostos surge de uma forma dinâmica: os dois aspectos da matéria transformam-se, incessantemente, um no outro. O misticismo oriental apresenta uma unificação dinâmica semelhante entre o vazio e as formas a que aquele dá origem.

Nas palavras do Lama Govinda:

A relação entre forma e vazio não pode ser considerada como um estado de opostos que se excluem mutuamente, mas apenas como dois aspectos de uma mesma realidade, que coexistem e estão em cooperação contínua.


As teorias de campo da física moderna forçam-nos a abandonar a distinção clássica entre partículas materiais e o vazio. A teoria da gravidade de Einstein e a teoria de campo quântica mostram que as partículas não podem ser separadas do espaço que as rodeia. Por um lado, elas determinam a estrutura do espaço e, por outro, não podem ser encaradas como entidades isoladas, tendo de ser vistas como condensações de um campo contínuo presente em todo o espaço. Na teoria de campo quântica, este campo é visto como a base de todas as partículas e das suas interações mútuas.


J.Needhan diz que:
O campo existe sempre e em todo o lado; nunca pode ser omitido. É o suporte de todos os fenômenos naturais. É o «vazio» a partir do qual os prótons criam os mésons-pi. Ser e desaparecer são meras formas de movimento do campo.

A distinção entre matéria e espaço vazio teve de ser finalmente abandonada quando se tomou evidente que as partículas virtuais podem ser criadas, espontaneamente, a partir do vazio, e nele desaparecerem novamente, sem que esteja presente algum nucleon ou qualquer outra partícula que interaaja fortemente.

Fonte – O Tao da Física - Fritjof Capra



Na visão Teosófica:

"Espacio.- El Espacio que los pseudos sabios, en su ignorancia, han proclamado ser "una idea abstracta" y "un vacío", es en realidad el Contenedor y el Cuerpo del universo con sus siete Principios.

Es un cuerpo de extensión ilimitada, cuyos principios, segun la fraseología oculta -siendo cada uno de ellos a su vez septenario-, manifiestan en nuestro mundo fenomenal sólo la más grosera fábrica de subdivisiones.

El Espacio, o Caos, como también se le llama, no es ni el "vacío sin límites", ni la "plenitud condicionada", sino ambas cosas a la vez. Siendo, en el plano de abstracción absoluta, la siempre incognoscible Deidad, que es vacía sólo para las mentes finitas, y en el de la percepción mayávica, el Plenum divino, el absoluto Contenedor de cuanto existe, tanto manifestado como inmanifestado, es, por lo tanto, Aquello el TODO ABSOLUTO.
El Espacio siempre ha sido, es y será; es la eterna Causa de todo, la Deidad incomprensible, cuyas invisibles vestiduras son la mística raíz de toda materia y del Universo.

Es la única cosa eterna que podemos fácilmente imaginar, inmóvil en su abstracción y no influida por la presencia ni por la ausencia en él de un universo objetivo. Carece de dimensiones en todos sentidos, y es existente por sí mismo.

El Espacio y AQUELLO que en él está contenido son coetáneos, eternos, infinitos o sin dimensiones; ambos constituyen la única excelsa Realidad y son origen de todo cuanto existe. El Espíritu es la primera diferenciación de "Aquello", la Causa sin causa del Espíritu y de la Materia.

El Espacio, considerado como una unidad substancial, la fuente viva de la Vida, es, como la desconocida Causa sin causa, el más antiguo dogma del ocultismo. Así son la Fuerza y la Materia, como Potencias del Espacio, inseparables y reveladoras desconocidas de lo Desconocido, Parabrahman es, como una realidad sin segundo, el Kosmos que todo lo contiene, o más bien el infinito Espacio cósmico, en el más alto sentido espiritual.

Segun las enseñanzas esotéricas, el Espacio y el Tiempo son una sola cosa; son innominados, porque son el incogniscible AQUELLO que sólo puede ser percibido por sus siete Rayos (que son las siete Creaciones, los siete Mundos, las siete Leyes, etc.), y aun en el Vichnu Purâna se insiste en la identidad de Vichnú con el Tiempo y el Espacio. (Doctr. Secr., passim).

Glosário .Teosófico. H.P.Blavatsky


UM
A Explosão da Unidade

A essência dos problemas com os quais se defrontaram os sábios, os filósofos e os pensadores de todas as épocas, as questões mais importantes e mais complexas da história do pensamento humano, pode ser resumida em um conjunto de três elementos:


0, 1, œ
o nada, o ser e o infinito


Umas das questões mais fascinantes que a Física contemporânea busca resolver, é o saber como o “Todos” pode provir do “Nada”.

A passagem do 0 ao 1 é uma operação astronômica assustadora.
Se considerarmos a relação matemática:


1/0 = œ ,

veremos que

1= 0 x œ


Em outras palavras – a Unidade é o produto (multiplicação) do Nada (0) pelo Infinito ou Todo

Todas as cosmogonias explicam a criação a partir da Unidade e de sua projeção até o Infinito

Materialmente os números são a multiplicação do 1,
enquanto metafisicamente os números são uma divisão do 1.

O Ser surge do Nada, o 1 surge do 0, e a Unidade é plena daquilo que o Nada é vazio.

Simbolizado por um ponto – ou com o Iod hebraico, essa Unidade concentra todas as potencialidades possíveis, sendo a fonte manifestada de onde provém o Universo - o inverso do Um

O “Iod” é a décima letra do alfabeto hebraico,
cuja representação numérica é 10 –
representa o Princípio de Tudo - 1
aliado ao Nada 0

Representado por um ponto ou vírgula, simboliza o princípio das coisas, sendo parte constituinte de todas as letras do alfabeto hebraico.


Dentre toda Tradição, o círculo representa o Cosmo na Eternidade,
o Infinito não manifestado, a Causa Eterna – o Não Ser – o Espaço Infinito



O Círculo representa a Unidade Divina – o Pai
e o plano a Alma Universal – a Mãe
embora os dois sejam Um


Ao ser adicionado o ponto, indica a aurora da diferenciação,
o Ponto dentro do Ovo do Mundo,
o germe interno de onde se desenvolverá o Universo,
o Todo, o Cosmo Infinito



A Unidade-princípio, o Iod, segundo os cabalistas,
é ao mesmo tempo a Unidade-fim,
representada pelo ponto – Unidade,
no centro do círculo – Eternidade e Infinito sem começo nem fim.

Assim , a Unidade é a soma da qual todos os seres nada mais são do que partes constituintes, da mesma forma que a Unidade-Humana é formada por da soma de milhões de células que a constituem,



Dois

O Princípio Uno – o Parabrahman (sânscrito) Literalmente: "superior a Brahmâ", é a agregação coletiva do Cosmo em sua Infinitude e Eternidade, a Única Realidade Absoluta

O Espírito-Consciência e a Matéria-Substância
são duas facetas ou dois aspectos de Parabrahman
e formam uma tríade metafísica ou raiz de que procede toda a manifestação da criação.


Espírito – ou Ideação Cósmica - Pai
Matéria – ou Substância Cósmica - Mãe


Isolada da Substância Cósmica
a Ideação Cósmica não poderia manifestar-se como consciência individual, que somente através de um veiculo de matéria (sutil ou não) é que a consciência emerge, pois é necessário uma base física para concentrar um Raio da Mente Universal a certo grau de complexidade.

A Substância Cósmica, separada da Ideação Cósmica,
não passaria de uma abstração vazia e nenhuma manifestação de consciência poderia surgir

Pai-Mãe ou Espírito-Matéria, são os pólos opostos que se manifestam em todas as coisas em cada plano do Cosmo cujo resultado é o Filho – o Universo

O alfabeto hebraico é composto por 22 letras, sendo que há
3 letras principais ou letras mães que são os fundamentos de todo o resto que são:
- Aleph - (A) Ar – Espírito – Unidade e princípio
- Men – (M) - Água- significa - mulher, água, ventre, símbolo da maternidade e fecundidade,
- Shin – (S) – Fogo - Luz – renovação, iluminação, movimento e transformação -


A Gênesis de Moisés nos fala sobre o Espírito de Deus pairando ou vibrando sobre as águas ou mares.

Ora, essas “águas” ou “mar” é exatamente a “Substância – Mãe” – é o Mar, Maya, Madre, Maria... a Virgem Celestial, Madre de todas as formas e seres existentes, de cujo seio, tão pronto como foi “incubado” pelo Espírito Divino nascem para a existência toda a diversidade da Matéria e a Vida.

 
Em linguagem esotérica – Brahmâ (o Uno) é o Pai-Mãe-Filho
ou Espírito-Alma-Corpo

Explica Blavatsky que Espírito-Consciência e Matéria-Substância, devem ser considerados não como realidades independentes mas como duas facetas da Unidade absoluta.

”O Pai-Mãe urde uma Tela*, cujo extremo superior está unido ao Espírito, Luz da Obscuridade Única, e o inferior à Matéria, sua Sombra. A Tela é o Universo, tecido com as Duas Substâncias combinadas em Uma, que é Svabhâvat**” Dzyan III: 10
*Tela – todas as gradações da Substância – do mais sutil e espiritualizada até a mais densa e materializada
**Svabhâvat – em sânscrito, e significa – o Espírito e a essência da Substância ou esotericamente o Pai-Mãe



Três

Pai-Mãe-Filho
Espírito-Substância-Universo
– Criação e Sítese.

A Unidade ao se manifestar produz a Dualidade – Unidade e Dualidade formam a Tríade, que é o princípio de reintegração e de síntese.

Síntese é o método que parte do Simples (Uno) para o composto, dos elementos para o todo, da Causa para os efeitos, do Princípio para as consequências.

Todas as Tradições atribuem um tríplice aspecto à divindade:
Cristianismo – Pai, Filho, Espírito Santo
Naturalistas – Sol, Lua e Terra
Egito – Osiris Isis e Hórus
Hinduismo – Brahman, Vishnu e Shiva
Metafísica – 0, 1 œ



em Doutrina Secreta vol.I -

O dogma primeiro e fundamental do Ocultismo é a Unidade Universal (ou Homogeneidade) sob três aspectos.

O que conduz a uma concepção possível da Divindade, que, como Unidade absoluta, deve permanecer sempre incompreensível para as inteligências finitas.

"Se queres crer no Poder que atua na raiz de uma planta,
ou imaginar a raiz que ela oculta no solo,
tens que pensar em seu caule ou tronco, em suas folhas e flores.
Não podes imaginar aquele Poder independentemente destas coisas.
A Vida não pode ser conhecida senão pela Árvore da Vida..."(189)

189 Precepts of Yoga

A idéia da Unidade Absoluta ficaria por completo anulada em nossa
concepção se não dispuséssemos de algo concreto para conter essa Unidade.

Sendo absoluta, a Divindade é necessariamente onipresente; e portanto não existe átomo que não A contenha em si.

A raiz, o tronco e os inúmeros ramos são três
coisas distintas, e no entanto constituem uma árvore.

Dizem os cabalistas:

"A Divindade é Una, porque é Infinita.
É Tríplice, porque sempre está se manifestando."


Esta manifestação é trina em seus aspectos, pois, como diz Aristóteles, são
necessários três princípios para todo corpo natural se torne objetivo: privação, forma e matéria(190). Privação significava, na mente do grande filósofo, o que os ocultistas denominam protótipos impressos na Luz Astral, o último dos mundos e planos

190 -Um vedantino da filosofia Visishthadvaíta diria que, apesar de ser a única Realidade independente, Parabrahman é inseparável de sua trindade. Que Ele é três: "Parabrahman, Chit e Achit", sendo os dois últimos Realidades dependentes e incapazes de existir separadamente; ou, falando com maior clareza, que Parabrahman é a Substância — imutável, eterna e incognoscível —
e Chit (Âtmâ) e Achit (Anâtmâ) são suas qualidades, como a forma e a cor são as qualidades de qualquer objeto.
Os dois últimos são a vestimenta do corpo, ou melhor, aspectos de Parabrahman, (isto é, sharira). 



Quatro
A união daqueles três princípios depende de um quarto:

a Vida que se irradia dos cumes do Inatingível, para converter-se em uma Essência
universalmente difundida nos planos manifestados da Existência.

- Pai, Mãe, Filho, como Unidade,
e Quaternário como manifestação viva

O processo criativo é realizado em etapas, por assim dizer...

A tangelibidade de uma síntese necessita de um 4° elemento - a forma - que é o que individualiza e determina uma matéria, fazendo existir as coisas ou os seres particulares.

Enquanto a Tríade contém em si uma idéia da Criação, ou seja, a Criação em sua forma sutil, o Quaternário é a materialização desse idéia, representando portanto o Univeros Formal e Material e tangível...

Um Universo Vivo!!!!

O 3° Nome divino da Cabala nos dá ua bela demonstração de como acontece apassagem da Tríade para o Quaternário

IEVE - composto pelas letras

I - iod - de valor numérico 10
E - He - de valor numérico 5
V - Vau - de valor numérico 6
E - He - de valor numérico 5

É o nome dos mais misteriosos da teologia hebraica, exprimindo uma das leis naturais mais admiráveis.

É chamado Tetragramaton - palavra com 4 letras - e, segundo a Tradição, este nome sagrado, dá a quem descobre sua verdadeira pronuncia (pelo poder criador da palavra falada) a chave de todas as ciências divinas e humanas...

Sua construção é tal que recorda os atributos dados a Deus pelos homens:

Iod - é a Unidade Princípio - o começo e o fim de tudo, um princípio ativo - Pai.

He - é o Princípio passivo - o sopro vital - Mãe

Vau - significa o gancho, uma relação que une todos os antagonistas (polaridades) da Criação. É o termo médio (ou síntese) que une o Ativo e o Passivo - Pai e Mãe, e também significa Luz e Clareza.

Esses 3 termos exprimem a Lei Trinitária do Absoluto.

A 4° letra - He - representa sua repetição, a passagem da Lei Trinitária para uma nova aplicação, ou seja, de uma transição do Mundo Metafísico para o Mundo Físico, ou de um mundo para o mundo seguinte, sendo a transição entre uma geração a outra.

Uma das formas de se escrever essa palavra sagrada é:


I
E I
V E I

E V E I
 
 
 

Sete



O QUATERNÁRIO nos leva ao 7 e ao 10

.
. .
. . .
. . . .

O 7 é a soma ou união da
Tríade - Consciência Criativa

com o

Quartenário - Matéria ou Universo


No 7° dia, o Universo foi destinado a se elevar ao Pai, não somente através da Inteligência (representada pelo número 5) mas através de uma consciência que cria a si mesma, expandindo-se assim ao Mundo Sutil ou espiritual, realizando a relação VIVA entre o humano e o divino..

O 7 refere-se às 7 emanações luminosas - os 7 Raios, e
às 7 vibrações, sonoras, aos chacras...planetas sagrados... pois tudo no Universo é Setenário....

Do mesmo modo, poderemos entender que o 12 (3 x 4) possui algumas semelhanças...

 
Dez
O 10 é o Iod hebraico - que corresponde ao atributo de Deus Eternamente Vivo, sendo a representação da manifestação potencial da duração espiritual, da eternidade e do poder ordenador da duração material.

Iod exprime Começo e Fim - onde o "1" representa a Unidade - Princípio Uno,
e o "0" - o Nada relativo - o Não Ser -

O qual antepondo-se à Unidade - 01- não tem valor algum,
porém, se colocado na ordem posterior - 10 - contribui para a elevação de todos os seres -

Assim , o Nada - 0 - que é a condição da existência do Ser - 1 -
produz o Universo - 10

Portanto são necessários 10 elementos para a criação do Universo:

1 - Unidade - Espírito da Vida
2 - Polaridade - Pai-Mãe
3 - Tríade - Criação - Pai-Mãe-Filho
4 - Quaternidade - Matéria - Corpo - Vida - Universo Vivo
 
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