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domingo, 3 de abril de 2011

Hinduismo - Om - AUM



OM ou AUM  (Sânscrito).

Uma sílaba mística, a maís sagrada de todas as palavras da Índia.

É ao mesmo tempo uma benção, uma afirmação e uma promessa …
Normalmente ela aparece no início das escrituras sagradas e antes das preces.



 

É composta de três letras A U e M que representam os três Vedas e também os três Deuses
A – Agni – Fogo,  
V – Varuna – Água
M - Maruts - Ar

Na Filosofia Esotérica, esses três são os fogos sagrados - - “Tríplice Fogo” no Universo e no homem…

Em linguagem Oculta esse “Tríplice Fogo”  representa igualmente a Tetraktis1  e está simbolizado por Agni – fogo – denominado Abhimânin2 e sua transformação em seus 3 filhos, Pâvaka, Pavamâna y Zuchi, "quem bebe desta água até la última gota", isto é, aniquila os desejos materiais. 

1 – Tetraktis - Tetraktys (em Grego) o Tétrada.-   O sagrado 4 – ver Simbologia dos Números

 
2 - Abhimânim  (Sánscrito).-  Nome de Agni – Fogo -  "filho  maior de Brahmâ", ou em outras palavras – o primeiro elemento ou força que se produz no Universo em Evolução – o fogo Criador. De sua esposa Swâhâ, teve três filhos  (os fogos), Pâvaka, Pavamâna y Zuchi (Suchi), e estes tiveram  "quarenta e cinco filhos”, que, com o filho  primogênito de Brahmâ e seus  três descendentes, constituem os quarenta e nove fogos  do Ocultismo. Abhimânim é a principal Energia criadora cósmica, personificada em forma de "filho maior de Brahmâ"  (Powis Hoult).


O Pranava (palavra sagrada), OM, é uma sílaba composta pelas letras AUM onde AU se combinam para formar O .

Uma sílaba mística da divindade suprema – ou seja a Trindade -  na Unidade – posto que representa ao Ser Supremo – Brahma – em sua tríplice condição de Criador -  
A - Brahmâ,- o Criador
U -  Conservador e Destruidor -  Vishnu,
M -  o  Renovador- Shiva

OM  é o mistério dos Mistérios, fonte de todo poder e essência de todos os Ensinamentos.
  
OM ou AUM – se pronunciada por um homem santo e muito puro despertará não apenas as potencias menos elevadas que residem nos elementos e espaços planetários, mas também o Eu Superior – o Deus-Pai - que está em seu interior

Pronunciado de modo correto por um homem medianamente bom, contribuirá para fortalecer sua moralidade, sobretudo se entre os “AUMs” meditar profundamente sobre o AUM que reside dentro dele, concentrando sua atenção em sua glória inefável..Daí surgirá o Conhecimento Interior e desaparecerão os obstáculos que impedem chegar a Samâdhi – Iluminação/Libertação

Porém, se alguém pronuncia depois de cometer uma falta grave e transcendental, esse atrairá sobre sua própria esfera impura forças e presenças iqualmente impuras que de outra forma nunca poderiam atravesar sua Aura.

AUM é também relacionado com o Kala Hamsa,  a ave  ou  cisne. Diz  o  Nadavindupanishat  (Rig  Veda) traduzido pela Sociedade Teosófica de Kumbakonam - "Considera-se a sílaba A como a asa direita da ave Amsa, U a asa esquerda, M a cauda, e o Ardhamatra (meio­metro) diz-se ser a sua cabeça". 

Kala Hansa é o nome místico dado a Brahma – o Parabrahman – que significa “o cisne fora do tempo” – a Grande Ave – análogo ao Pelicano dos Alquimistas e Rosa Cruzes e ao Ain Soph da Cabala – Kala significa tempo Infinito, portanto significa a Ave que está fora do espaço-tempo, e por essa razão Brahmâ – Criador é o veículo de Hansa

Daí terem os Rosacruzes elegido por símbolo o pássaro aquático (seja o cisne ou o pelicano) com os seus sete filhotes - símbolo modificado e adaptado à religião de cada país.

O mesmo ocorre com  Ain Soph dos Cabalistas que  é chamado no Livro dos Números a "Alma de Fogo do Pelicano".

Kala Hansa surge em cada Manvantara como Nârâyana ou Svâyambhuva, o Existente por Si, e, penetrando no Ovo do Mundo, dele sai no final da divina incubação, como Brahmâ ou Prajâpati, o progenitor do Universo futuro, no qual se expande.

É Purusha (o Espírito), mas também é Prakriti (a Matéria). Por isso, unicamente depois de haver-se dividido em duas metades, Brahmâ-Vâch (a fêmea) e Brahmâ-Virâj (o macho), é que Prajâpati se torna o Brahmâ masculino.


Ainda no Hiduismo, temos Ganesha -  - O Senhor cuja forma é Om – por ser  considerado a encarnação corporal do Cosmos inteiro.




 O mantra mais conhecido do Buddhismo Tibetano 
os tibetanos pronunciam Om Mani Peme Hum,
associado ao bodhisattva da compaixão, Avalokiteshvara.





sexta-feira, 4 de março de 2011

Hinduismo - Krishna




Krishna é o maior Deus não ariano no panteão Hindu.

Ele foi a oitava encarnação de Vishnu, o Preservador do Universo.
Ele incorporou a forma humana para redimir as ações das forças do mal.

Nos Puranas é descrito como um pastor tocador de flauta.

No Mahabharata é o sábio que dá o ensinamento a Arjuna no campo de batalha.



Há três principais estágios na vida de Krishna:
 

No primeiro:


Krishna nasceu em uma prisão em Mathura, onde seus parentes foram capturados por um demônio que tomou o lugar de um rei chamado Ugrasena.

Sobre essa captura: Um dia, Ugrasena e sua esposa estavam caminhando nos jardins, onde um demônio viu a rainha e sentiu amor por ela. Em sua luta por ela, ele distraiu a atenção de Ugrasena, e assumiu sua forma e concretizou seu desejo. A criança nascida desta união foi Kamsa.

Kamsa cresceu para destronar seu pai e prender sua irmã Devaki (filha de Ugrasena) e seu marido Vasudeva. Devaki mais tarde se tornou a mãe de Krishna.

Então um dia Kamsa estava levando sua irmã recém casada e seu marido Vasudeva para sua nova casa, quando uma voz vinda dos céus os interceptou.

A voz disse para Kamsa que a oitava criança de Devaki iria matá-lo.

Consequentemente, ele aprisionou o casal e começou a matar suas crianças, ano após ano.

Sete crianças foram perdidas mas a oitava - o Deus - escapou das mãos do carniceiro e viveu para cumprir sua missão contra Kamsa mais tarde.

Krishna nasceu à meia-noite do oitavo dia do equinócio do Bhadrapada (Agosto/Setembro) e foi trazido para Vrindavan por Vasudeva (pai de Krishna) na mesma noite, para salvá-lo de Kamsa.

Seu pai trabalhou para possibilitar ao bebê Krishna escapar para uma vila próxima e trocá-lo com outra criança. Ele foi criado pela família de pastores de vacas de Yashoda e Nanda Raja.

Krishna cresceu como um garoto pastor de vacas.


Aqui, a semelhança com as histórias de Moisés
- quando as crianças foram mortas por ordem do faraó...

e de Jesus - que escapa das mãos de Herodes
e dos nascimento às 1/2 noite...
é indiscutível...
 

No segundo

já como jovem, Krishna conquistou todas as garotas da vila com sua boa aparência, charme e atenção.

Apesar de Radha ser sua favorita, ele flertou com as outras gopis também. Ocasionalmente ele se divide em vários, assim ele pode dar atenção a várias garotas de uma só vez.

Estas estórias, que são boas lendas no nível superficial, também são interpretadas no nível de espírito.

Brajbhoomi, onde Krishna nasceu, compreende as cidades gêmeas de Mathura e Vrindavan.

Esta não é apenas uma terra sagrada onde Krishna nasceu, mas um lugar cheio de reminiscências divinas.

Foi aqui que ele encontrou pela última vez Radha, sua companheira inseparável. Vrindavan, há 15km de Mathura, foi o local favorito do casal divino.


e lembremos aqui outro casal divino
Jesus e Maria de Magdala (ou Madalena)
mui habilmente destituído de sua divindade pela ICAR
que a transformou numa prostituta
mas carregou o sangue real - o Santo Graal
 
No terceiro

como adulto, Krishna passou seu reinado no nordeste da Índia pela morte do rei Kamsa, evento este que é visto como a restauração do dharma.

Na história do Mahabharata, ele então ajuda Arjuna, servindo como seu condutor de carroça e seus irmãos (os irmãos Pandava) em uma guerra para restaurar seu direito de reinar.

Em uma noite antes da batalha maior, Krishna e Arjuna tiveram uma longa discussão a respeito da natureza do dharma e do cosmos, que é preservado no Mahabharata como o Bhagavad Gita.

No final da discussão, Krishna se revelou para Arjuna como Vishnu.





Bem, as semelhanças entre as histórias de Krishna e Jesus Cristo são inúmeras,
e os ensinamentos também são muito semelhantes...

 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Hinduísmo - Lord Ganesha

Ganesha é o primeiro filho de Shiva e Parvati,

Senhor ou "senhor dos obstáculos," seu nome é também escrito como Ganesa e Ganesh, e é uma das mais conhecidas e veneradas representações de deus.

. 'Ga' simboliza Buddhi (intelecto) e
'Na' simboliza Vijnana (sabedoria).

Ganesha é então considerado o mestre do intelecto e da sabedoria.

Ele é representado como uma divindade amarela ou vermelha,
com uma grande barriga, quatro braços e a cabeça de elefante com uma única presa, montado em um rato.

É habitualmente representado sentado, com uma perna levantada e curvada por cima da outra.
Tipicamente seu nome é prefixado com o título Hindu de respeito 'Shri' ou Sri.






Ganesha é o símbolo das soluções lógicas, e deve ser interpretado como tal.

Seu corpo é humano enquanto que a cabeça é de um elefante,
e ao mesmo tempo, seu transporte (vahana) é um rato.

Desta forma Ganesha representa uma solução lógica para os problemas,
ou "Destruidor de Obstáculos".
 


 
 
Sua consorte é Buddhi (um sinônimo de mente) e ele é adorado junto de Lakshmi (a deusa da abundância) pelos mercadores e homens de negócio.

A razão sendo a solução lógica para os problemas e a prosperidade são inseparáveis.
 


Ganesha é também um arquétipo cheio de múltiplos sentidos e simbolismo que expressa um estado de perfeição assim como os meios de obtê-la.

Ganesha, de fato, é o símbolo daquele que descobriu a Divindade dentro de si mesmo.

Ganesha é o som primordial, OM, do qual todos os hinos nasceram.
Quando Shakti (Energia) e Shiva (Matéria) se encontram,
o Som (Ganesha) e a Luz (Skanda) nascem.

Ele representa o perfeito equilíbrio entre força e bondade, poder e beleza.
Ele também simboliza as capacidades discriminativas que provê a habilidade de perceber a distinção entre verdade e ilusão, o real e o irreal.


 
Cada elemento da imagem de Ganesha tem seu próprio valor e seu próprio significado simbólico:





• A cabeça de elefante indica fidelidade, inteligência e poder discriminatório;
• O fato dele ter apenas uma única presa (a outra estando quebrada) indica a habilidade de Ganesha de superar todas as formas de dualismo;
• As orelhas abertas denotam sabedoria, habilidade de escutar pessoas que procuram ajuda e para refletir verdades espirituais. Elas simbolizam a importância de escutar para poder assimilar ideias. Orelhas são usadas para ganhar conhecimento. As grandes orelhas indicam que quando Deus é conhecido, todo conhecimento também é;
• A tromba curvada indica as potencialidades intelectuais que se manifestam na faculdade de discriminação entre o real e o irreal;
• Na testa, o Trishula (arma de Shiva, similar a um Tridente) é desenhado, simbolizando o tempo (passado, presente e futuro) e a superioridade de Ganesha sobre ele;
• A barriga de Ganesha contém infinitos universos. Ela simboliza a benevolência da natureza e equanimidade, a habilidade de Ganesha de sugar os sofrimentos do Universo e proteger o mundo;
• A posição de suas pernas (uma descansando no chão e a outra em pé) indica a importância da vivência e participação no mundo material assim como no mundo espiritual, a habilidade de viver no mundo sem ser do mundo.


 • Os quatro braços de Ganesha representam os quatro atributos do corpo sutil, que são:

mente (Manas),
intelecto (Buddhi),
ego (Ahamkara),
e consciência condicionada (Chitta).

O Senhor Ganesha representa a pura consciência - o Atman - que permite que estes quatro atributos funcionem em nós;

- A mão segurando uma machadinha, é um símbolo da restrição de todos os desejos, que trazem dor e sofrimento. Com esta machadinha Ganesha pode repelir e destruir os obstáculos. A machadinha é também para levar o homem para o caminho da verdade e da retidão;

- A 2° mão segura um chicote, símbolo da força que leva o devoto para a eterna beatitude de Deus. O chicote nos fala que os apegos mundanos e desejos devem ser deixados de lado;

- A 3° mão, que está em direção ao devoto, está em uma pose de bênçãos, refúgio e proteção (abhaya);

- A 4° mão segura uma flor de lótus (padma), e ela simboliza o mais alto objetivo da evolução humana, a realização do seu verdadeiro eu.











O Senhor cuja forma é Om
Ganesha é também definido como Omkara ou Aumkara,

que significa "tendo a forma de Om ou Aum.
De fato, a forma do seu corpo é uma cópia do traçado da letra OM do alfabeto Devanagari* - de deva "divindade" e nagari "urbana": "[escrita] urbana dos deuses" 

 
*O devanágari (देवनागरी, devanāgarī, de deva "divindade" e nagari "urbana": "[escrita] urbana dos deuses") é um abugida (escrita alfabeto-silábica) da família brâmica, do sul da Ásia, usada desde o século XII. Muitas línguas da Índia, como o híndi, o sânscrito, o marata, o caxemira, o sindi, o biari, o bhili, o concani, o bhojpuri e o nepalês, usam o devanágari. É escrito e lido da esquerda para a direita.




Por causa disso, Ganesha é considerado a encarnação corporal do Cosmos inteiro,
Ele que está na base de todo o mundo fenomenal (Vishvadhara,Jagadoddhara).



Além disso, na Linguagem Tamil, a sílaba sagrada é indicada precisamente por uma letra que relembra o formato da cabeça de Ganesha.



sábado, 26 de fevereiro de 2011

Hinduismo - Sri Shiva Mahadeva

Junto com o Senhor Vishnu e com Devi – esposa de Shiva, Shiva, ou Siva, ou Maha-deva, é um das mais populares deidades no Hinduísmo dos dias de Hoje, apesar de Shiva não aparecer nos clássicos Vedas.

Suas raízes podem ser encontradas junto com o Senhor Rudra – o predecessor de Shiva nos Vedas

Como os outros grandes deuses Hindus, Shiva, cujo nome significa “alguém auspicioso”, é adorado de muitas e muitas formas, bem como por muitos nomes.

Uma vez que o Hinduísmo se espalhou para o subcontinente indiano, as deidades locais e tradicionais foram assimilando e tomando vários aspectos deste Deva.

Algumas das formas de Shiva são:


Dakshinamurti

.
Uma das formas mais populares do Senhor Shiva, como o Supremo Yogi em profunda meditação no Senhor Supremo, Vishnu ou Krishna, é a que Ele se encontra meditando no monte Kailasha, Sua morada nesta Terra, que fica no alto do Himalaia.

Ele é representado como um Sadhu (homem santo) renunciado, coberto com uma tanga, com o cabelo enroscado e amarrado no alto da cabeça. Ele veste uma guirlanda de serpentes Najas, e o rio Ganga (Ganges), flui do alto do seu coque.

Por detrás d’Ele nós vemos Seu fiel companheiro, o búfalo Nandi.

As serpentes - 
tal como aparecem nos sítios arqueológicos nas Américas... - que sempre aparecem em volta dos braços, pernas, cabeça e como colares... nesses deuses simbolizam a Sabedoria... 


Nataraja

A parte importante de Shiva na Trimurti é a destruição no mundo material após um ciclo de criação, Ele representa a visão cíclica do tempo conforme a visão do Hinduísmo.

É o Dançarino Cósmico – é o deus da criação e destruição, que sustenta através de sua dança, o ritmo interminável do Universo

A palavra sânscrita “nataraja” significa Rei (raja) do Dançarinos (nata). “o rei da dança”; e nesta forma diz respeito a dança da transformação ou da destruição, no fim de um ciclo, protagonizada pelo Senhor Shiva, fazendo, assim, o movimento eterno do universo.

Como sua dança, toda a criação se move de várias formas.

Quando a dança termina, o universo chega a um fim. 




A dança de Shiva simboliza não apenas os ciclos cósmicos de criação e destruição, mas também o ritmo diário de nascimento e morte, visto no misticismo indiano como a base da existência.

Ao mesmo tempo Shiva nos lembra que as várias formas do Mundo são Maya – não fundamentais mas em permanente mudança, portanto, ilusórias... e, na medida que segue criando-as e dissolvendo-as no fluxo incessante de sua dança que é na verdade, a contínua criação-destruição do Universo, a morte equilibrando exatamente o nascimento, o aniquilamento como o fim de tudo aquilo que veio à existência – por isso as coisas são consideradas Maya ou ilusórias...

Na crença hindu, todas as vidas são parte de um grande processo rítmico de criação e destruição, de morte e renascimento e a dança de Shiva simboliza esse eterno ritmo de vida-morte que se desdobra em ciclos intermináveis.


Nas palavras de Ananda Coomaraswamy
em seu livro “The Dance of Shiva” – Nova York - 1969:

“Na noite de Brahman, a natureza acha-se inerte e não se pode dançar até que Shiva o determine:

ele se ergue dançando de Seu êxtase e, dançando, envia através da matéria inerte ondas vibratórias do som que desperta e, vede!, a matéria também dança, aparecendo como uma glória que circunda.

Dançando, Ele sustenta seus fenômenos multiformes.
Na plenitude do Tempo, dançando ainda, Ele destrói as formas e nomes pelo fogo e lhes concede novo repouso.

Isto é poesia e, contudo, também é ciência.”



Ele representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa.

Ele não se envolve com a dança do universo pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.




Em uma das mãos, Shiva Nataraja segura o Damaru, 



DAMARU
O tambor em forma de ampulheta representa o som da criação do universo.
 
e representa o masculino e feminino da criação, juntos numa mesma peça;
com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo.

Segundo a mitologia, enquanto Shiva tocar o damaru o universo continuará existindo.

Na outra mão, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório.

As outras duas mãos, encontram-se em gestos específicos.
A direita, cuja palma está a mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos - abhaya mudrá.
A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos, o qual refere-se à força,



Siva dança sobre um anão, que representa a ignorância.

e a sua perna livre simboliza a liberação.

ao seu redor está uma roda de fogo, que representa o poder da renovação.

As chamas que o rodeiam, também, dizem respeito à energia pura, e o sagrado Mantra OM .

OM ou Aum
é o mais importante símbolo religioso do hinduísmo,
e significa o Espírito Cósmico.


No hinduísmo, o universo brota da sílaba OM.

É interessante comparar essa afirmação com a conhecido prólogo do Evangelho de São João: "No princípio era o Verbo (a sílaba, o som). E o Verbo era Deus. (...) Tudo foi feito por Ele (o Verbo) e sem Ele nada se fez."

É com o som do Damaru que Shiva marca o ritmo do universo e o compasso de sua dança.

As vezes, ele deixa de tocar por um instante, para ajustar o som do tambor ou para achar um ritmo melhor e, então, todo o universo se desfaz e só reaparece quando a música recomeça.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Hinduismo - Vishnu


VISHNU, representa SATTVAGUNA, o modo da bondade, e é responsável pela sustentação, proteção, e manutenção do universo.

VISHNU é a fonte original de todos os Avatares e deuses. Ele está Presente em cada átomo da criação, bem como no coração de todos os seres.

A palavra Vishnu significa "aquele que tudo penetra", ou "aquele que tudo impregna".




É apresentado de duas formas principais:

Deitado em uma serpente de mil cabeças, flutuando num oceano de leite.

Neste caso é chamado de Narayana, aquele que mora nas águas cósmicas.
De seu umbigo sai um lótus onde está Brahma, o criador.
A seus pés está Lakshmi, representando a beleza e a riqueza 
que devem se curvar diante do Absoluto.
Envolvendo o lótus está uma serpente, Shesha, ou Ananta, 
que simboliza a eternidade.
Ela possui mil cabeças voltadas para o Senhor Vishnu, representando o ego
com seus mil desejos e pensamentos que reconhecem o Absoluto.

Vishnu é representado também em pé, sobre um lótus ou uma serpente.

Representa o sábio indicando a busca do conhecimento.

Apresenta quatro braços,
tendo em cada mão

um lótus - o conhecimento que sustenta a pureza da mente,
um disco - a destruição da ignorância e dos apegos,
uma concha - a origem da existência, os cinco elementos
uma arma, a massa - o poder do conhecimento, o poder do tempo.

Como preservador do cosmos, Vishnu mantém as leis do universo.

Enquanto a ordem prevalece no universo, Vishnu dorme.

Mas quando há desequilíbrio no universo, Vishnu se utiliza de seu veículo, Garuda, e guerreia com as forças do caos, ou ele envia um de seus avatares (ou encarnações) para salvar o mundo.

Acredita-se que Vishnu teria dez avatares, sendo os mais populares Rama e Krishna. A lista completa dos dez avatares é a seguinte:

1. O peixe Matsya
2. A tartaruga Kurma
3. O urso Varaha
4. O homem-leão Narasimha
5. O anão Vamana
6. O padre guerreiro Parashurama
7. O príncipe Rama
8. O pastor de animais Krishna
9. Buddha-Mayamoha
10. O cavaleiro Kalki


Sua Shakti, ou seja, seu aspecto feminino, sua consorte é Lakshmi, deusa da prosperidade, riqueza e da beleza.

Hinduismo - Lakshmi


A deusa da fortuna, fonte de toda a fartura, beleza e saúde neste universo. Ela é a esposa de Vishnu – o sustentador do Universo.

Lakshmi é o principal símbolo da potência feminina, e pode ser reconhecida por sua eterna juventude e formosura.




Ela sempre pode ser vista sentada sobre uma flor de lótus ou portando em mãos flores de lótus, e um cântaro que jorra moedas de ouro.

As lendas dizem que ela surgiu de uma colossal tarefa cósmica entre os principais líderes do bem e do mal, e quando ela apareceu, todas as grandes personalidades presentes perderam a compostura, devido a sua enorme refulgência atrativa e ofereceram tudo que tinham de melhor para tentar conquistá-la.

No entanto, Lakshmi examinou minuciosamente cada um deles e não pode encontrar nenhum naturalmente dotado com todas as boas qualidades.

Assim, como ninguém era internamente desprovido de imperfeições, ela preferiu Vishnu como seu esposo, que está além da matéria, e portanto livre de defeitos.


Geralmente , atribui-se a Lakshimi o símbolo da Suástica, que representa vitória e sucesso. Representa a riqueza, beleza ou fartura

É a parte feminina de VISHNU, o Conservador.

A graça de Deus está personificada em Lakshmi, que é eterna e onipresente.

Na Índia, quando alguém enriquece, se diz que Lakshmi foi visitá-lo, pois ela concede prosperidade e fartura aos homens.

Lakshmi atua, também, na beleza e no amor.
É a Deusa da fertilidade. 

Em uma das mãos posicionada no mudra ABHAYA que diz "Não tenhas medo".
Nos protege.

A outra mão posicionada no mudra VARADA (com os dedos para baixo) nos concede graça e prosperidade.

Segura uma flor de Lótus e senta-se nela, enfatizando a importância da vida pura sem a qual a prosperidade e a graça são como uma concha vazia.

A Flor de Lótus simboliza também a transcendência do espírito sobre a matéria.
O Elo que une a Terra ao Cosmos.


Vishnu e Lakshimi

e a serpente de mil cabeças, flutuando num oceano de leite

Hinduismo - Deuses e Deidades


Ao contrário do que a maioria pensa, a crença prevalecente do Hinduísmo é que há apenas uma única deidade Suprema e Absoluta, chamada Brahman.

Brahman - (termo neutro) é a Raiz Suprema, Imutável, Pura, Livre, Incorruptível, sendo a Verdadeira Existência Una
a Essência da Vida e Luz do Universo..
de onde emana

Brahmâ - o Criador , a Potência Masculino-Feninimo que se expande no Universo Manifestado.
O Universo vive em Brahmâ, dele procede e a ela voltará
porque Brahman - o não manifestado
é aquele Universo in abscondito
e Brahmâ - o manifestado é o Logos macho-femea.


Dizem os Hindus que o Universo é Braman e Brahmâ
porque Braman está em todo átomo do Universo,
sendo que os seis princípios da Natureza
são a expressão ou aspectos vários e diferenciados do
Sétimo e Uno Principio que é Brahman

e

Brahmâ - é o 6° Princípio - o veículo de Brahman
no plano da manifestação e da forma
ocasionando todas as permutações psíquicas, espirituais e físicas

O termo Brahmâ - o Criador
deriva da raiz "brid" - crescer, expandir
Daí que ao expandir-se Brahmâ se converte no Universo
tecido de sua própria substância...

A mesma idéia foi traduzida por Goethe nos seguintes versos:


"Assim no estrepidante tear do Tempo
eu trabalho
Tecendo para Deus a veste
com que hás de ver."


Contudo, o Hinduísmo está normalmente associado com uma multiplicidade de formas de adoração a Deus, e não dá preferência para uma forma particular por sobre outra.

As formas de deuses e deusas no Hinduísmo são milhares, e sempre representam os múltiplos aspectos do Brahman.

Todos os inumeráveis nomes e formas de Brahman constituem o que é conhecido no Ocidente como politeísmo, mas Deus é somente um e um só. De modo semelhante como Nossa Senhora tem muitos nomes e atributos no Cristianismo Católico, e mesmo assim é a única e a mesma, assim também é a forma como um hindu vê Deus.

As mais famosas formas das Deidades Hindus é, sem dúvida, a Trimurti (também conhecida como trindade Hindu), onde está
Brahmâ, o criador;
Vishnu, o conservador, e
Shiva, o transformador ou destruidor.

Também é possível encontrar Hindus que adoram os espíritos de arvores e animais.

As Deidades são representadas por uma enormidade e complexidade de imagens e ídolos, simbolizando o pode Divino. Muitos destes ídolos estão alojados em templos de incomparável beleza e grandiosidade da Índia, mas a grande maioria está nas casas das pessoas, e são simples e belamente adorados.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Hinduismo - Dharma

"Quando as nações surgiram uma a uma sobre a terra,
cada qual recebeu de Deus uma palavra especial,
palavra com que dirigir-se ao mundo,
palavra singular que vem do Eterno e que cada uma deve pronunciar.

Ao passarmos os olhos pela história das nações,
podemos sentir ressoar da boca coletiva do povo esta palavra que,
expressa em atos,
constitui a contribuição de cada nação para uma humanidade ideal e perfeita.

Para o antigo Egito, tal palavra foi Religião;
para a Pérsia, Pureza;
para a Caldéia, Ciência;
para a Grécia, Beleza;
para Roma, Lei;
e para a Índia, o mais velho de Seus filhos,
 Ele concedeu uma palavra que a todas resumia,
a palavra Dharma.
Eis a palavra da índia para o mundo."
ANNIE BESANT - na Introdução de seu livro "DHARMA"


 
Dharma é um termo Sânscrito e significa   A Lei Sagrada; el Canon búdico.  

"Observem como as duas palavras, Dharma e Karma, podem ser tomadas uma pela outra. Elas nos proporcionam as chaves de que precisamos para desvendar o nosso problema. Que me seja permitido lhes dar em primeiro lugar uma definição apenas parcial do Dharma. Não posso, de uma só vez, apresentar uma definição completa. Apresentarei agora a primeira metade e tratarei da segunda quando chegar o momento oportuno. A primeira metade é a seguinte: "Dharma é a natureza interior que alcançou, em cada indivíduo, um certo grau de desenvolvimento e florescimento". É esta natureza interior que modela a vida exterior e se faz expressar por pensamentos, palavras e atos, natureza interior que nasce em um meio favorável ao seu posterior crescimento. A primeira idéia a ser apreendida é a de que o Dharma não é algo exterior, algo como a lei, a virtude, a religião, a justiça. E a lei da vida evolutiva, a que modela pela sua própria imagem tudo o que lhe é exterior."
(A. Besant:  Dharma).   

Dharma pode então ter vários significados
tais como Lei, religião, Justiça. Dever, Piedade, Virtude, Mérito, CondiçãoAtributo, Qualidade ou propriedade essencial, Doutrina, Credo, Código, Direito, Conhecimento, Sabedoria, Verdade, Prática, Bem, Obra Piedosa...

Dharma é também um dos nomes se Yana - o Deus da Justiça

(fonte - Glosário Teosófico H.P.B.)



Cada pessoa possui seu próprio Dharma pessoal
do mesmo modo que cada pessoa possui o seu Karma pessoal e intransferível...

Dharma pode ser definido como a “natureza interior de uma coisa num dado momento dá evolução, bem como a lei que governa o seu estágio  seguinte de desenvolvimento”.
  
Somente o nosso próprio Dharma pode nos conduzir à perfeição. 
 Meu Dharma é o estágio da evolução alcançado pela minha natureza, ao desenvolver aquela semente de vida divina que sou eu próprio, mais a lei da vida segundo a qual o estágio seguinte deverá ser vencido. 

Este diz respeito ao eu separado. Preciso saber em que estágio de crescimento me encontro, preciso conhecer a lei que me possibilitará crescer ainda mais; é então que passo a conhecer o meu Dharma, e é seguindo esse Dharma que me encaminho para a perfeição.

Eis porque se se refere ao Dharma como a uma lei, e às vezes como um dever, pois ambas as ideias têm por raiz comum o princípio de que o Dharma é a natureza interior num dado momento da evolução e a lei que rege o período seguinte de desenvolvimento.  
 
Dharma   significa   natureza   interior, sendo esta caracterizada pelo estágio presente da evolução mais a lei de crescimento para o estágio seguinte da evolução. 



O  Dharma dos seres primitivos humanos ou do animal superior, lhe é imposto. 
Não há escolha; a sua natureza interior, determinada pelo desenvolvimento do desejo, exige a satisfação. 

A lei do seu crescimento é a satisfação destes desejos. Desse modo, pois, o Dharma do primitivo é a satisfação de todos os desejos. E nele não encontramos nenhuma consciência do que é bem e mal, nem a mais vaga noção de que a satisfação dos desejos é proibida por alguma lei superior. 

Sem essa satisfação dos desejos, não poderia haver crescimento possível. Crescimento esse que deve preceder o despertar da razão e do juízo e o desenvolvimento das faculdades superiores da memória e da imaginação. Tudo isso se origina da satisfação dos desejos. 

A experiência é a lei da vida, a lei do crescimento. Sem acumular experiências de todos os tipos, ele não chegará a saber que vive num mundo submetido à Lei. 



Um segundo  estágio de evolução, o ser humano entende (ou começa entender) a diferença entre o Bem e o Mal - simbolizado em Gênesis  pela árvore e seus frutos... é a tomada de Consciência propriamente dito... tal com interpreta Dr. Jung...

A grande lei da evolução metódica que segue-se aos estágios iniciais é a lei das quatro fases sucessivas do desenvolvimento posterior do homem. Ela intervém após ter o indivíduo atingido um certo ponto, após ter passado pelo aprendizado mais elementar. 

Esses quatro Dharmas estão diretamente relacionados ao sistema de castas Hindú...

o 1° - é o da obediência e do servir
o 2° - é o de comando
o 3° - é o do guerreiro e da coragem
e o 4° - é o do ensino

"A alma deve ter assimilado todas as experiências inferiores antes que possa ensinar. Se ela não tiver passado por todos os estágios precedentes e não tiver alcançado a sabedoria através da obediência, da aplicação e da luta, como poderíamos chegar a ensinar? O indivíduo atingiu aquele estágio da evolução em que a expansão espontânea de sua natureza interior o impele a ensinar seus irmãos mais ignorantes. Estas qualidades não são artificiais. São qualidades inatas, que se manifestam onde quer que existam. Um Brahma não é um Brahma se o seu Dharma não o torna um mestre. Ele adquiriu conhecimentos e teve um nascimento propício para vir a ser mestre"....A.B.

Fontes:

Glosário Teosófico - H.P.B
Dharma - Annie Besant

Hinduismo ou Sanatana Dharma

O que normalmente é conhecido no Ocidente como “Hinduísmo” é, essencialmente, um fenômeno da Índia. Ele é a fé predominante pelo menos para cerca de 80% da população da Índia. Uma vez que a religião é uma forma de vida na Índia, o “Hinduísmo” forma parte integral da tradição da Índia inteira. A seguir, veremos uma breve e básica discussão sobre esta religião universal.

1. Definição
Não é fácil definir o Hinduísmo, porque se trata mais do que uma religião no sentido Ocidental, o modo como nossa história antiga o vê.

Também conhecido pelos praticantes como Sanatana Dharma, o qual significa “imperecível ou eterno”; religião/verdade/justiça, o Hinduísmo poderá ser mais bem definido como uma filosofia de vida, baseado nos antigos ensinamentos dos sábios e das Escrituras, tais como os Vedas e os Upanishads.




Hindu Dharma, numa analogia para estudo, pode ser comparada com os frutos de uma árvore (veja a figura), a qual tem
suas raízes (1) representando os Vedas e Upanishads;
o tronco (2) simbolizando a experiência espiritual dos enumeráveis sábios e santos; seus ramos (3) representando as várias tradições teológicas,
e os frutos (4) conforme seus vários tamanhos e formas simbolizando as várias seitas e grupos.

De qualquer maneira, o conceito de Hinduísmo desafia uma definição completa, devido a sua exclusividade de ver os aspectos do sagrado.


2. Característica única

O Sanatana Dharma possui uma característica única; Ele não possui um fundador, e tampouco uma doutrina central para a qual as controvérsias possam ser referidas para a resolução

Tampouco há dogmas e coisas do gênero, conforme as religiões do Ocidente.

Tampouco há um tempo referido como tendo um início.

O Sanatana Dharma não exige que seus adeptos aceitem uma ideia cultural em detrimento de outra, ou na que as pessoas de hoje costumam associar.

O Sanatana Dharma é marcado, também, por uma atitude segundo a qual ajeita-se as perspectivas culturais religiosas dos outros, que não a sua própria, sendo por isso caracterizado por uma rica variedade de ideias e práticas, resultando no que, aparentemente, seja uma multiplicidade de religiões que se abrigam som o nome de “Hinduísmo”.

Por conseguinte, o Hindu ismo é a única tradição religiosa que assim diverge nas suas premissas teoréticas, e expressões práticas, sendo como uma “compilação de religiões”.

De acordo com o filosofo Jeaneane Fowler, o Hinduísmo jamais poderá ser organizado dentro de um modo particular de sistema de crenças: monismo, teísmo, monoteísmo, politeísmo, panteísmo, panenteísmo – uma vez que estes sistemas são reflexos de suas muitas faces.

3. Origens

A palavra “hindu” é derivada do nome do “rio Indus”, o qual flui através do norte da Índia. Nos tempos antigos, o rio era chamado de Sindhu, mas os Persas, que migraram para a Índia, chamaram-no de rio Hindu; a terra do Hindustão, e a seus habitantes de “hindus”. Assim, a religião seguida pelos Hindus veio a chamar-se de Hinduísmo. 

De acordo com muitos historiadores, a origem do Hinduísmo está datada antes de 5.000 anos a.C.

Entretanto outros fazem uma datação muito anterior a essa...
De qualquer modo o Hinduísmo é considerado a religião mais antiga da história da nossa atual civilização humana, e, segundo Blavastsky 

O Budismo,  é uma emanação do Hinduísmo, e ambos são filhos de uma mesma mãe... a antiga Sabedoria Lemuro-Atlante.


“As tradições como a dos Boêmios, dos Franco-Maçons, dos Egípcios e a dos cabalista, corroboradas pela própria ciência oficial, estão de acordo em considerar a Índia como origem de nossos conhecimentos filosóficos e religiosos.” A Cabala - Papus – 120
.
No Hinduísmo, encontra-se desde sistemas altamente intelectuais, que envolve conceitos metafísicos de alta complexidade, formando assim um corpo de doutrina esotérica, até práticas rituais populares ou exotéricas.
.
Sem necessidade de, no momento, discorrer mais sobre o Hinduísmo, pois sua Tradição será extensamente abordada no decorrer desse estudo, tenho, no entanto a necessidade de apresentar sua literatura:.


1. os Vedas – a fonte espiritual do Hinduísmo, que forma uma coleção de antigos textos escritos por sábios e videntes. São 4 ao todo, sendo o mais antigo o Rig Veda, e no mais recente é o

2. Upanishads – que elabora um conteúdo prático e filosófico, contendo a essência da mensagem espiritual em seus versos.

3. Ramayana – sobra a vida de Rama.

4. Mahabharata – a antiguidade deste texto é um assunto controvertido, cada autor ou estudioso do assunto dão opiniões contraditórias, mas, é um épico que constitui a base da mitologia Hindu, onde encontramos o texto do

5. Bhagavad Gita - ou simplesmente Gita com é chamado, que relata a história de uma guerra entre duas famílias, onde fica claro que a ‘guerra’ é em sentido mais figurado do que real, representando, na verdade, a batalha espiritual da natureza humana em busca de iluminação, como podemos comprovar com o seguinte verso:



“Mata então com a espada da sabedoria
a dúvida nascida da ignorância que jaz em seu coração.
Fica em harmonia consigo mesmo, em Yoga ,
E ergue-te, grande guerreiro, ergue-te.”
Cp.4 v 42


aqui o termo Yoga significa segundo H.P. Blavatsky, - ‘completa tranquilidade mental’,
ou como Richard Wilhelm que traduz esse termo como significando um recurso ou meio de união entre os opostos, alcançando assim uma completa tranquilidade.
 

4. Princípios fundamentais

Uma vez que “religião” e cultura são termos próximos e inter-relacionados no Hinduísmo, expressões como

Bhakti - devoção
ou Dharma - o que é correto,
bem como
Yoga - disciplina,

são usadas descrevendo os aspectos essenciais da religião.

O Hinduísmo tem a adoração ao ídolo ou Deidade;
crê na reencarnação da alma,
bem como nas leis do Karma - ação e reação;
na verdade ou Dharma,
bem como busca Moksha ou Libertação.

Entre os ideais morais do Hinduísmo encontra-se o

Ahimsa ou não-violência,
bem como a Veracidade,
amizade, compaixão, coragem, perdão,
autocontrole, pureza e generosidade.


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