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domingo, 18 de março de 2012

Meditação melhora respostas físicas e emocionais ao estresse

 
29/10/2008

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=meditacao-melhora-respostas-fisicas-e-emocionais-ao-estresse&id=3521 

Kathi Baker

 
Meditação da compaixão
Dados de uma nova pesquisa sugerem que indivíduos que se engajam na meditação da compaixão podem se beneficiar de reduções nas respostas inflamatórias e comportamentais ao estresse, que estão ligadas à depressão e a um grande número de doenças. O estudo foi publicado no jornal médico Psychoneuroendocrinology.

"Embora se tenha dado muito atenção às práticas de meditação que enfatizam o processo de acalmar a mente, a melhoria da concentração da atenção ou o desenvolvimento da mente alerta, sabe-se pouco sobre as práticas de meditação desenvolvidas especificamente para incentivar a compaixão," diz Geshe Lobsang Tenzin Negi, que desenvolveu o aplicou o programa de meditação usado na pesquisa.


Efeitos da meditação
Este estudo concentrou-se nos efeitos da meditação da compaixão sobre as respostas inflamatórias, neuroendócrinas e comportamentais ao estresse psicológico, e avaliou o grau no qual o engajamento na prática da meditação influencia a reatividade ao estresse.

"Nossas descobertas sugerem que as práticas de meditação projetadas para aprimorar a compaixão podem impactar rotas fisiológicas que são moduladas pelo estresse e que são relevantes para doenças," explica o Dr. Charles L. Raison, diretor clínico do Programa Mente-Corpo da Universidade de Emory e coordenador da pesquisa.

Participaram da pesquisa 61 estudantes saudáveis com idades entre 17 e 19 anos. Metade dos participantes foram selecionados aleatoriamente para receber seis semanas de treinamento em meditação da compaixão e metade foi selecionada para participar de um grupo de controle de discussão sobre saúde.


Meditação Lojong
Embora secular em sua apresentação, o programa de meditação da compaixão foi baseada em uma prática milenar do Budismo Tibetano conhecida no Tibete como "Lojong".

A prática da Logonj utiliza um enfoque analítico e cognitivo para desafiar os pensamentos e emoções inexplorados de uma pessoa em relação a outra, com um objetivo de longo prazo de desenvolver emoções e comportamentos altruísticos com relação a todas as pessoas. Cada sessão de meditação combina aprendizado, discussão e prática da meditação.

O grupo de controle participou de aulas desenvolvidas pelos pesquisadores sobre tópicos relevantes para a saúde física e mental de estudantes, tais como gerenciamento do estresse, abuso de drogas e desordens de alimentação. Além disso, foi desenvolvida uma grande quantidade de atividades com a participação dos estudantes, tais como debates simulados e atividades lúdicas.


Testes de estresse
Depois que o período de estudos e práticas terminou, os estudantes participaram de um teste de estresse em laboratório para investigar como os sistemas endócrinos e inflamatórios respondiam ao estresse psicológico.

Não foram verificadas diferenças entre os estudantes do grupo de meditação da compaixão e do grupo de controle, mas, dentro do grupo de meditação, houve uma forte correlação entre o tempo despendido na prática da meditação e a redução nas respostas emocionais e inflamatórias em resposta aos fatores estressantes.

De forma consistente com esta descoberta, quando o grupo de meditação foi dividido em grupos de muita prática e pouca prática, os participantes no grupo de muita prática mostraram reduções nas respostas quando comparados com o grupo de pouca prática e com o grupo de controle.

Recentemente um outro estudo comprovou os benefícios para a saúde de um outro tipo de meditação, a meditação da mente alerta - veja Meditação da mente alerta diminui progressão do HIV.

Meditação transcendental reseta o cérebro ao seu estado natural

 http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=meditacao-transcendental-reseta-cerebro-estado-natural&id=5063

08/03/2010

Redação do Diário da Saúde


A técnica da Meditação Transcendental ativa o modo default das redes neurais, uma espécie de modo padrão, natural, do cérebro.[Imagem: Cognitive Processing, Volume 11 (2010), Issue 1]




Resetando o cérebro
Um estudo realizado entre estudantes universitários na Universidade Americana descobriu que eles conseguem ativar o modo default  das suas redes neurais - uma espécie de modo padrão, natural, do cérebro - durante a prática da técnica da Meditação Transcendental.

O estudo, aleatório e controlado, com duração de três meses, e que utilizou exames de eletroencefalografia para monitorar o cérebro durante a prática da meditação, será publicado em uma edição especial da revista de neurociências Cognitive Processing.


Estado natural do cérebro
São as seguintes as principais conclusões do estudo:

A Meditação Transcendental produz um estado único de "vigília tranquila", como se pode verificar na potência alfa significativamente mais elevada no córtex frontal e das ondas beta e gama mais baixas nas mesmas áreas frontais durante a prática da meditação.

A Meditação Transcendental cria uma maior coerência alfa entre os hemisférios direito e esquerdo do cérebro, sugerindo que o cérebro está funcionando como um todo.

A Meditação Transcendental aumenta a sensação individual do "self" ativando o que os neurocientistas chamam de "modo padrão da rede" no cérebro.

Este é considerado o estado natural do cérebro, vislumbrado pelos neurocientistas durante o descanso de olhos fechados, mas é muito mais amplamente ativado durante a prática da meditação transcendental.


Meditar e descansar de olhos fechados

"A descoberta das diferenças significativas das ondas cerebrais entre os alunos que praticavam a técnica de Meditação Transcendental e aqueles que simplesmente descansavam com os olhos fechados é particularmente convincente, porque os participantes foram divididos aleatoriamente entre as duas situações, e o teste foi conduzido por um pesquisador que desconhecia a condição experimental a que os participantes estavam sendo submetidos," disse David Haaga, professor de psicologia na Universidade Americana e coautor do estudo.

"Pesquisas já haviam demonstrado que simplesmente fechar os olhos e relaxar reforça o modo padrão do cérebro. Um achado adicional significativo deste novo estudo é que a atividade no modo padrão aumenta durante a Meditação Transcendental quando comparada ao simples descanso de olhos fechados,", disse Fred Travis, outro participante da pesquisa.


Benefícios da meditação
"Diferentes técnicas de meditação implicam vários graus de controle cognitivo. Assim, padrões de ativação do modo padrão da rede cerebral podem dar dicas sobre a natureza das práticas de meditação," conclui ele.

Pesquisas publicadas anteriormente comprovaram que a prática da Meditação Transcendental diminui a pressão arterial, a aterosclerose e o colesterol e diminuem os riscos de derrame e insuficiência cardíaca e é eficaz contra déficit de atenção e a hiperatividade.

Veja ainda a reportagem Dê um passo atrás para avançar emocionalmente.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

No Uruguai, anistia recíproca é anulada

Publicado em 13-Abr-2011
 
 
Nas primeiras horas da madrugada de hoje, o Senado do Uruguai anulou a Lei de Anistia recíproca editada logo após o fim da ditadura militar (1985) e que, além de contemplar as vítimas da repressão, perdoava, também, os militares, policiais e demais agentes civis que praticaram crimes durante o regime.

Com a revogação, agora estes militares, policiais e demais agentes da ditadura que torturaram, prenderam, mataram, e desapareceram com corpos dos que combateram e resistiram ao regime de arbítrio, sem exceção podem ser julgados no Uruguai.

E nós, até quando vamos esperar pela justiça e a reparação aqui no Brasil? 26 anos após o término da ditadura militar brasileira (em 1985, mesmo ano em que acabou a do Uruguai) continuamos com os arquivos militares da repressão ainda lacrados e nem conseguimos aprovar a nossa Comissão da Verdade e Justiça.

O projeto de criação da Comissão está no Congresso Nacional e, ainda há uma expectativa de que vencidas as resistências que partem, principalmente, de setores militares, ele seja aprovado ainda neste 1º semestre.

A ditadura uruguaia, que começou com um presidente civil (Juan Maria Bordaberry) e descambou para um regime militar dos mais violentos entre os implantados no continente, durou 12 anos (1973-1985), sete a menos que a do Brasil e acabou no mesmo ano.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Meditação - Técnica de meditação melhora conectividade do cérebro

19/08/2010

Redação do Diário da Saúde


Papel da mente
Apenas 11 horas de treinamento em uma nova técnica de meditação gera modificações estruturais positivas na conectividade do cérebro.

E, o que é mais importante, as modificações aumentam a eficiência de uma parte do cérebro que ajuda a regular o comportamento de uma pessoa na busca da realização de seus objetivos pessoais




Esta foi a conclusão de uma equipe de pesquisadores chineses liderados por Yi-Yuan Tang, da Universidade de Tecnologia de Dalian, em colaboração com Michael I. Posner, da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos.


O estudo se junta a uma sequência de resultados que questionam cada vez mais o chamado "determinismo biológico", segundo o qual todo o comportamento humano seria resultado de seus genes e da estrutura biológica do seu cérebro.


Treinamento integrador corpo-mente
A técnica é chamada treinamento integrador corpo-mente, ou IBMT (Integrative Body-Mind Training), que foi adaptada da medicina tradicional chinesa na década de 1990. Naquele país ela é praticada por milhares de pessoas.

Agora, graças à colaboração entre o grupo chinês e os psicólogos norte-americanos, esta nova técnica de meditação está sendo ensinada a alunos de graduação na Universidade de Oregon.

O novo estudo - publicado no site da revista Proceedings of National Academy of Sciences - incluiu 45 alunos (28 homens e 17 mulheres) - 22 deles aprenderam e adotaram o IBMT (treinamento integrador corpo-mente) enquanto 23 participantes formaram um grupo de controle, que recebeu o mesmo tempo de um treinamento de relaxamento.

Durante os experimentos, os estudantes foram analisados por equipamentos de imageamento do cérebro. Um tipo de ressonância magnética, chamada imagens de difusão de tensão, permitiu que os cientistas analisassem as fibras de ligação entre as regiões do cérebro antes e depois da prática da meditação.

Controle das emoções
As mudanças foram mais fortes nas ligações envolvendo o cingulado anterior, uma área do cérebro relacionada com a capacidade de controlar emoções e comportamentos.

As mudanças na conectividade começaram depois de seis horas de meditação e ficaram totalmente claras após 11 horas de prática. Os pesquisadores afirmam que é possível que as alterações resultem de uma reorganização da matéria branca ou por um aumento da mielina que circunda as ligações.

As alterações foram observadas somente para aqueles que praticavam a meditação e não no grupo controle.

"A importância de nossos resultados diz respeito à capacidade de induzir mudanças estruturais em uma rede do cérebro relacionada com a autorregulação," afirma Posner, recentemente agraciado com a Medalha Nacional de Ciências dos Estados Unidos. "A rota que sofreu a maior variação induzida pela meditação é aquela que já havia sido demonstrado relacionar-se com as diferenças individuais na capacidade de regular conflitos."

Deficiências na ativação do córtex cingulado anterior têm sido associadas com transtornos de défice de atenção, demência, depressão, esquizofrenia, fobia social  e muitos outros transtornos. "Acreditamos que esta nova descoberta é de interesse para as áreas da educação, saúde e neurociências, bem como para o público em geral," disse Tang.


Consciência mente-corpo

A técnica de meditação utilizada - o treinamento integrador corpo-mente - ainda não está disponível ao público, nem mesmo nos Estados Unidos, por ser relativamente recente no Ocidente.

A prática evita a luta para controlar o pensamento, preferindo um estado de repouso em alerta, permitindo um elevado grau de consciência da ligação mente-corpo. Um treinador dá instruções para o ajuste da respiração, imagens para visualização e outras técnicas, tudo acompanhado por uma suave música de fundo.

O controle do pensamento é alcançado gradualmente, através da postura, do relaxamento, da harmonia corpo-mente e da respiração equilibrada. Segundo Tang, um bom treinador é essencial nessa nova técnica.

Veja outras pesquisas recentes que relatam modificações cerebrais induzidas pela meditação:

Meditação melhora o raciocínio em apenas quatro dias

Meditação melhora o raciocínio em apenas quatro dias

 20/05/2010
 Redação do Diário da Saúde


  
Ao longo do dia, a maioria das pessoas toma um cafezinho, um chimarrão, ou alguma outra bebida que ajuda a "acordar" e fazer o cérebro funcionar melhor.

Mas uma nova pesquisa, publicada na revista científica Consciousness and Cognition, sugere que uma pequena pausa para meditação pode fazer o mesmo efeito, deixando-nos mais "cognitivamente afiados" sem colocar o estômago em risco.

Meditar sem virar monge
Embora várias pesquisas anteriores, utilizando neuroimagens cerebrais, tenham demonstrado que as técnicas de meditação podem promover mudanças significativas nas áreas do cérebro associadas com a concentração, é comum assumir que a meditação exige um treinamento contínuo e uma dedicação intensiva para alcançar esses efeitos.

Isso faz a maioria das pessoas desistirem antes de começar. Apesar de todos quererem aumentar suas capacidades cognitivas, acredita-se que a meditação exige uma disciplina monástica ou o tempo e o dinheiro que a maioria das pessoas não dispõe.

Surpreendentemente, todos os benefícios da meditação poderão ser alcançados sem essa trabalheira toda.

Mudando a mente pela meditação
Estudando uma técnica de meditação conhecida como meditação da mente alerta, os cientistas descobriram que os participantes no treinamento de meditação apresentaram uma melhoria significativa nas suas habilidades cognitivas críticas depois de apenas 4 dias de treinamento, em sessões diárias de 20 minutos.

Embora isso soe quase como um anúncio de algum produto "milagroso" para perder peso, a pesquisa realizada na Escola de Medicina da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos, sugere que a mente pode ser treinada no aspecto cognitivo de forma mais fácil do que a maioria das pessoas assume.

"Nos resultados dos testes comportamentais, nós estamos verificando algo que é comparável aos resultados que foram documentados depois de treinamentos muito mais longos," disse Fadel Zeidan, coordenador da pesquisa.

"Falando sinceramente, as melhorias profundas que nós verificamos depois de apenas 4 dias de treinamento de meditação são realmente surpreendentes," disse Zeidan. "Isso parece mostrar que a mente é, na verdade, muito fácil de mudar e facilmente influenciável, especialmente pela meditação."
 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

É possível estudar cientificamente a sobrevivência após a morte?

Capítulo publicado em:
Incontri, D. & Santos, FS. A Arte de Morrer – visões plurais. Bragança Paulista, SP. Editora Comenius, 2007. (pag. 36-44)
.
http://www.hoje.org.br/site/arq/artigos/20071122-EstudarCientificamenteASobrevivencia.pdf
.
Por  Alexander Moreira-Almeida
Psiquiatra, residência e doutorado em Psiquiatria pela FMUSP, pós-doutorado em Psiquiatria pela Duke University, EUA. Professor Adjunto de Psiquiatria e Semiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora. Fundador e coordenador do NUPES (Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde da UFJF).

Introdução
Este capítulo aborda um tema que tem sido um dos maiores objetos de preocupações e reflexões ao longo da história humana: a sobrevivência da personalidade após a morte do corpo físico. Este tópico é central às religiões em todo o mundo e tem sido foco de inúmeras e intermináveis discussões filosóficas e teológicas.

Ainda mais controvérsias existem quanto à possibilidade de estudar cientificamente a sobrevivência após a morte. Neste breve capítulo, naturalmente, não pretendemos esgotar o tema, mas apresentar uma introdução muito breve ao assunto, com algumas reflexões e estudos que têm sido feitos neste tópico tão importante.

A questão da existência ou não da vida após a morte do corpo físico tem habitualmente sido considerada como metafísica, portanto, não passível de abordagem científica, ficando restrita ao campo das religiões, da teologia e da filosofia. Embora, a princípio, muitos possam considerar absurdo mesmo cogitar a possibilidade de pesquisas sobre a vida após a morte, esse assunto tem sido foco de muitos cientistas e intelectuais de destaque nos últimos 150
anos. Infelizmente, esse debate é habitualmente completamente desconhecido dos pesquisadores e clínicos da atualidade.

A princípio, os ramos da ciência que estudam a mente humana deveriam incluir dentro de seu escopo de investigação o entendimento da natureza da mente humana.

Assim, a Psicologia (etimologicamente: ciência da alma ou da mente) e Psiquiatria (medicina da alma ou da mente) deveriam ter como um de seus principais objetos de estudo a origem do funcionamento mental e se este se extingue com a morte corporal e a conseqüente destruição do cérebro. No entanto, esses tópicos não são abordados, sendo muitas vezes deliberadamente evitados, pela maioria dos pesquisadores da psicologia e psiquiatria.

Habitualmente, ou se considera resolvida esta questão no sentido de que a mente é produto do funcionamento cerebral e se extingue com a morte deste, ou este assunto é considerado fora da possibilidade de uma investigação científica (Kelly et al., 2007).

Muitas das objeções à possibilidade de investigação científica da sobrevivência postmortem se baseiam em pressupostos epistemológicos habitualmente não mais aceitos pela filosofia da ciência contemporânea. Para que uma teoria ou hipótese seja passível de investigação científica, um ponto fundamental é que ela deva levar a predições que sejam testáveis empiricamente (ou seja, com base na experiência, na observação) (Popper, 1963; Chalmers, 1997; Chibeni & Moreira-Almeida, 2007). Assim, o trabalho inicial deve ser o de checar se tais predições empíricas ocorrem ou não.

Defendemos a idéia de que os modelos (hipóteses) sobre a mente e sua relação com o cérebro, com suas implicações de sobrevivência ou não sobrevivência da mente após a morte cerebral, podem ter implicações empíricas testáveis, tornando-as passíveis de investigação científica. Uma das previsões mais diretas decorrentes destas hipóteses seria a existência ou não de evidências do funcionamento mental de uma dada personalidade após a morte do corpo físico.

Dessa forma, um ponto capital a se salientar é que uma discussão sobre um tema tão importante e controverso, para ser produtiva, não deve ser guiada apenas por idéias pré-estabelecidas (sejam elas teorias científicas, religiosas ou filosóficas).

Uma questão geralmente negligenciada, mas que precisa assumir preponderância neste debate é se há evidências empíricas relacionadas à sobrevivência postmortem. Por incrível que pareça, há mais de um século, pesquisadores de alto nível têm se envolvido com esta questão e investigado evidências empíricas neste sentido.

Essas propostas de pesquisa científica sobre a sobrevivência após a morte tomaram impulso em meados do século XIX com o advento do espiritualismo moderno na Europa e nos EUA. Isto se deveu ao fato do espiritualismo ter trazido à tona muitos fenômenos supostamente indicativos da sobrevivência postmortem. Como aquele era um período de grande valorização da ciência, buscou-se aplicar a abordagem científica também nos controversos fenômenos mediúnicos e aparições (Alvarado, 2003).

Embora habitualmente desconhecidas por pesquisadores e clínicos da atualidade, pesquisas sobre a relação cérebro-mente, natureza da mente e sua sobrevivência após a morte foram fundamentais para a psicologia e psiquiatria nascentes na transição dos séculos XIX e XX. Tais tipos de pesquisas ocuparam por muitos anos vários dos pioneiros destas áreas. Alguns exemplos são William James, Carl G Jung, Frederic Myers, J. B. Rhine, Hans Eysenck e Ian Stevenson (Almeida e Lotufo Neto, 2004; Crabtree, 1993; Ellenberger, 1970; Eysenck & Sargent, 1993, Stevenson, 1977, 2007).


 Muitos outros cientistas de outras áreas, vários deles ganhadores de prêmios Nobel, também se dedicaram à investigação da natureza da mente e sua sobrevivência após a morte. Entre eles estão Cammille Flammarion, William Crookes, Alfred Russel Wallace, Ernesto Bozzano, Alexander Aksakof, Oliver Lodge, Lord Rayleigh, J. J. Thomson, Cesare Lombroso e Charles Richet.

Provavelmente a empreitada neste sentido que reuniu o maior número de pesquisadores foi a Society for Psychical Research (SPR), fundada por pesquisadores da Cambridge University, na Inglaterra, em 1882. Além da SPR, vários outros grupos de pesquisa foram e têm sido formados com objetivos similares.





A seguir são listados alguns dos principais exemplos:
American Society for Psychical Research, EUA (fundada por Richard Hodgson e William James em 1885),
Instituto de Metapsíquica de Paris (fundado por Charles Richet em 1919),
Laboratório de Parapsicologia na Duke University, EUA (fundado por J.B. Rhine em 1927), Division of Perceptual Studies na University of Virginia, EUA (fundado por Ian Stevenson em 1967)
e VERITAS Research Program na University of Arizona, EUA (Fundado por Gary Schwartz em 1997).

Embora nem todos os pesquisadores tenham chegado às mesmas conclusões, eles geralmente compartilhavam a aceitação da possibilidade de investigação científica da sobrevivência postmortem. Abaixo, transcrevemos textos de dois pesquisadores deste tema que, separados por mais de um século, compartilhavam esta mesma opinião.

A primeira transcrição, do francês Allan Kardec, pioneiro na busca de investigação científica dos fenômenos espirituais, expressa a crença na possibilidade de uma investigação empírica de temas considerados previamente como metafísicos, como a sobrevivência após a morte.

“As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas. (...) Até ao presente, o estudo do princípio espiritual, compreendido na Metafísica, foi puramente especulativo e teórico. No Espiritismo, é inteiramente experimental. Com o auxílio da faculdade mediúnica, (...) mais bem estudada, o homem se achou de posse de um novo instrumento de observação.”
(p.20)
(Kardec, 1992 [1868])

A seguir, uma afirmação de Ian Stevenson, ex-diretor da Division of Personality Studies da University of Virginia, provavelmente o principal pesquisador do século XX sobre a questão da sobrevivência após a morte (Stevenson, 2007):

“A questão da sobrevivência do homem após a morte é certamente uma das mais importantes que alguém pode fazer a si mesmo. (...) A despeito de grandes dificuldades, esta questão é passível de investigação empírica”
(Ian Stevenson, 1977)

Que Evidências Existem para a Sobrevivência Após Morte?
Tendo em vista que muitos pesquisadores defenderam e ainda defendem a possibilidade de investigação científica da sobrevivência após a morte, que tipos de evidências estão disponíveis e a que conclusão é possível chegar a partir delas?

Ou seja, há evidências de vestígios da continuidade da atividade da personalidade após a desintegração cerebral?

Naturalmente, como em todos os temas controversos, não há uma resposta rápida e consensual. Também não pretendemos neste curto capítulo realizar um estudo aprofundado, nem explorar todas as nuances do tema. Conforme já explicitado, nosso objetivo se limita a introduzir o leitor ao tema e apresentar algumas reflexões a respeito.

Para uma leitura em maior profundidade, é recomendada a leitura das obras citadas nas referências bibliográficas.

Quando se procuram evidências a favor de uma dada hipótese, é preciso ter em mente qual grau de certeza se deseja alcançar. Importante ter em mente que não é possível encontrar a comprovação cabal e definitiva de qualquer hipótese em qualquer ciência, inclusive na física (Chalmers, 1997; Popper, 1963).

Esta ingenuidade epistemológica, a busca de uma prova definitiva, tem permeado o discurso de vários pesquisadores que comentam as pesquisas de sobrevivência postmortem (Moreira-Almeida, 2006).

Assim, o que se deve esperar das pesquisas científicas é o acúmulo de evidências a favor ou contrárias a uma dada hipótese. Idealmente, estas evidências devem ser de tipos variados e não apenas uma replicação continuada dos mesmos achados.

Ou, colocando-se do ponto de vista defendido por Karl Popper (1963), o falseacionsimo, a questão da sobrevivência postmortem poderia ser colocada de outra forma: há evidências que falseiam a hipótese de que a consciência é gerada pelo cérebro e desaparece com a morte física?

Assim, seria interessante o leitor agora se perguntar: “que evidências eu julgaria necessárias para colocar em xeque a hipótese monista materialista?” Ainda seguindo Popper, devemos lembrar que, para uma hipótese ser considerada científica, deve ser possível imaginar situações que, se confirmadas, nos levariam a rejeitar nossa hipótese.

Embora haja vários tipos de evidências sugestivas de vida após a morte do corpo físico, optamos por agrupá-las em três categorias: Mediunidade, Casos sugestivos de reencarnação e Experiências de Quase Morte.

A seguir, vamos apresentar uma breve descrição das pesquisas desenvolvidas nessas três linhas. Para uma descrição e análise mais aprofundadas, mas ainda assim introdutória, recomendamos o livro do filósofo Robert Almeder (1992). Para uma análise crítica mais pormenorizada e atual sobre a hipótese monista materialista com sua proposta de reduzir a mente a uma propriedade do cérebro, ver a obra Irreducible Mind de Edward Kelly et al. (2007).

Mediunidade

Mediunidade aqui é entendida como a situação em que uma pessoa acredita estar recebendo uma comunicação de uma fonte espiritual, não física. Neste sentido, a mediunidade tem estado presente ao longo da história em praticamente todas a civilizações, estando na base de grande parte das religiões. Entretanto, a busca de investigação científica desta experiência teve início apenas em meados do século XIX.

Naturalmente, grande parte das comunicações consideradas mediúnicas podem ser facilmente explicáveis como fraude ou exteriorizações de conteúdos inconscientes da mente de alguém tido como médium.

Devido à credulidade dos assistentes, comunicações genéricas, de conteúdo aplicável a qualquer pessoa, podem ser tidas como evidências de sobrevivência postmortem por pessoas fragilizadas psicologicamente pelo falecimento de um ente querido. No entanto, estas hipóteses são sempre levadas em consideração pelos investigadores da mediunidade. Do ponto de vista de evidência de sobrevivência, as comunicações só têm valor após a exclusão destas explicações iniciais.

Embora a maioria das supostas comunicações mediúnicas possa ser explicada por fraude ou manifestação do inconsciente do médium, há um bom número das que não podem ser descartadas com tanta facilidade (Gauld, 1982; Almeder, 1992).

Um primeiro tipo de comunicação mediúnica de interesse para nosso tema são aquelas que trazem informações verídicas, de conhecimento do indivíduo falecido, mas que são desconhecidas do médium.

Estas informações podem incluir detalhes sobre as circunstâncias da morte, apelidos de familiares ou fatos pitorescos conhecidos apenas na intimidade da família da personalidade falecida que supostamente se comunica pelo médium.

Fenômenos desse tipo foram descritos muitas vezes nas cartas psicografadas por médiuns como Chico Xavier e Divaldo Franco para pessoas que perderam entes queridos. Entretanto, infelizmente, as investigações publicadas a este respeito ainda são escassas e merecem ser replicadas com um aprimoramento metodológico (Severino, 1990; Franco & Pereira, 1994). Pesquisas rigorosas foram realizadas na Europa e nos EUA, com resultados positivos (Almeder, 1992; Stevenson, 1997; Schwartz, 2002). Estudos duplo-cego têm sido realizados para evitar que a sugestionabilidade de quem recebe uma mensagem o leve a considerar como verídica uma comunicação com conteúdo genérico (Roy & Robertson, 2001; Schwartz, 2002).

Algumas pessoas aceitam que as comunicações trazem informações verídicas desconhecidas pelo médium, mas não as atribuem à comunicação de uma personalidade desencarnada.

Alguns autores afirmam que os médiuns podem ter obtido estas informações telepaticamente dos familiares do falecido que foram até o médium para tentar obter uma comunicação. Este tipo de explicação se torna mais improvável quando a comunicação com informações verídicas ocorre mesmo na ausência de algum conhecido da pessoa falecida que supostamente se comunica (Gauld, 1982).

Um tipo de comunicação mediúnica que é ainda mais difícil de se explicar telepaticamente é quando o médium, durante o transe mediúnico, exibe habilidades não aprendidas previamente.

Neste sentido, uma das mais notáveis e raras é a da xenoglossia responsiva, quando o médium consegue conversar numa língua existente, mas que ele não aprendeu previamente (Almeder, 1992; Stevenson, 1977; Stevenson & Pasricha, 1979).

Outros tipos de habilidades não aprendidas, mas que eventualmente são exibidas por médiuns são a xenografia (escrever numa língua desconhecida pelo médium), pintura e poesia. O primeiro livro publicado pelo médium Chico Xavier, aos 22 anos de idade, continha 259 poemas atribuídos a 56 poetas de língua portuguesa já falecidos.

Este livro foi objeto de investigação de uma dissertação de mestrado em literatura que identificou a similitude estilística entre os poemas psicografados e aqueles que foram escritos pelos poetas em vida (Rocha, 2001).

Um outro tipo de habilidade aparentemente exibida por médiuns, mas pouco estudada é a identidade caligráfica da personalidade comunicante com a caligrafia do indivíduo quando ainda em vida (Perandréa, 1991).

Exemplos de outros fenômenos considerados mediúnicos que têm sido investigados são as correspondências cruzadas (diferentes médiuns, sem contato normal entre si, de modo independente comunicariam mensagens que, isoladamente, careceriam de sentido, mas que, quando agrupadas, formariam um todo coerente), aparições por ocasião da morte (Gauld, 1982; Stevenson, 1977) e manifestações físicas como materializações e movimentação de objetos. Estes últimos, os fenômenos físicos, foram alvo de muitos tipos de fraude, o que gerou uma forte desconfiança em relação a este tipo de manifestação (Gauld, 1982).

   Reencarnação
Os casos sugestivos de reencarnação têm sido muito investigados em relação à pesquisa de vida após a morte, pois a reencarnação de uma personalidade requer a sobrevivência dela após a morte do corpo físico para que possa se manifestar num novo corpo.

Os casos sugestivos de reencarnação tipicamente envolvem crianças de 2 a 4 anos que começam a falar sobre uma suposta vida passada. Em alguns casos, relatam detalhes que permitem identificar e localizar uma pessoa falecida que se encaixa na descrição da criança. Habitualmente estas crianças param de falar sobre esta suposta vida passada por volta dos 7 anos (Stevenson, 2000).

Muitas das afirmações feitas por estas crianças são bem específicas, evidenciando um conhecimento sobre a vida de uma pessoa falecida desconhecida da família, muitas vezes morando em cidades distantes.

Este conhecimento não parece ter sido obtido por meios normais de comunicação (Schouten & Stevenson, 1998; Stevenson, 2000). Como no caso da mediunidade, a primeira tarefa é excluir fraudes ou afirmações genéricas que podem ser tidas pelos familiares como específicas de uma dada pessoa.

Um dado que chamou a atenção de Ian Stevenson, que documentou mais de 2.000 casos deste tipo, é que as crianças, além de exibirem conhecimento de fatos relativos a uma pessoa já falecida desconhecida, também evidenciam habilidades, traços de personalidade e mesmo marcas de nascença relativas à pessoa falecida, à suposta vida passada da criança. Estes traços físicos e comportamentais têm sido foco de maior investigação nas últimas décadas (Stevenson, 1997, 1999; 2000; Almeder, 1992)


Experiências de Quase-Morte/ Experiências Fora do Corpo

As experiências de quase morte (EQM) são relevantes para a presente discussão pois envolvem a experiência de alguma independência da mente em relação ao corpo físico. Nas últimas décadas, as EQMs têm sido foco de um razoável número de investigações e debates.

As EQMs surgem em situações de uma ameaça à vida, real ou imaginada, e envolvem, entre outras características, a percepção de estar fora do corpo físico, sentimentos de paz, vivenciar uma grande lucidez e clareza mental, encontro com pessoas já falecidas e/ou seres de luz, visão retrospectiva de toda ou partes da vida e o retorno ao corpo físico (Greyson, 2007).

Muitos buscam explicar a EQM como sendo fruto exclusivamente de alucinações por alterações cerebrais num moribundo (hipóxia, uso de várias medicações...) ou como criações mentais baseadas nas crenças e mecanismos de defesa psicológicos dos pacientes. Entretanto, os proponentes destas teorias habitualmente não realizam pesquisas com EQM e não testaram as implicações empíricas de suas hipóteses.

Embora a vivência das EQMs varie de pessoa para pessoa e entre as diversas culturas, parece haver um núcleo da experiência que se mantém relativamente inalterado entre as diversas culturas e pacientes (Athappilly et al., 2006; Greyson, 2007; Kelly et al., 2007).

Do mesmo modo, a ocorrência e as características da EQM não se mostraram relacionadas com os níveis de oxigenação sangüínea ou com o número de medicações usadas pelos pacientes (Greyson, 2007; van Lommel et al., 2001; Parnia et al., 2001). Assim, não parece que a EQM possa ser explicada como sendo devida à expectativa dos pacientes, hipóxia ou polimedicação.

Uma das características que mais chama a atenção na EQM é o funcionamento mental lúcido durante a EQM. Num paciente agonizante ou numa parada cardíaca, o cérebro, a princípio, deveria estar não funcionante ou com funcionamento bastante precário, como no estado confusional agudo (delirium).

Pesquisas indicam que o EEG se torna isoelétrico (indicando ausência de atividade elétrica cerebral cortical) após 10 a 20 segundos de parada cardíaca. No entanto, muitos pacientes que tiveram EQMs durante paradas cardíacas referem que conseguiam pensar e ainda com maior clareza e lucidez do que em estado de vigília normal. Ou seja, estes dados sugerem que a consciência pode não ser necessariamente totalmente dependente do funcionamento cerebral (Parnia & Fenwick, 2002).

Uma outra característica das EQMs que parece ser relevante como evidência de independência da consciência em relação ao cérebro e da possibilidade de sobrevivência postmortem são os relatos de descrições feitas pelo paciente, posteriormente confirmadas, de situações que ocorreram durante uma EQM e que o paciente não poderia ter percebido com seus sentidos normais, mesmo se estivesse desperto (Sabom, 1998; Stevenson & Greyson, 1979).

Conclusões
Conforme descrito anteriormente, o objetivo deste capítulo não é esgotar o tema, mas apenas apresentar algumas reflexões e pesquisas feitas em torno da possibilidade de investigação científica da sobrevivência após a morte. Para os interessados em um aprofundamento nesta inquietante e desafiadora questão, recomendamos a leitura da bibliografia citada ao longo deste texto, especialmente os livros de Almeder (1992), Gauld (1982) e Kelly et al. (2007). Uma fonte preciosa, com acesso gratuito e que disponibiliza a íntegra dos textos originais de muitos dos principais pesquisadores da área é: www.survivalafterdeath.org/articles.htm


Vários tipos de pesquisas que buscam investigar evidências de sobrevivência após a morte foram brevemente apresentados e apontam para a possibilidade de uma abordagem empírica desta questão. Naturalmente, as conclusões variam quanto à força destas evidências no sentido de confirmarem a hipótese da sobrevivência postmortem.

O psicólogo David Lester, numa obra que se propõe investigar as evidências da sobrevivência após a morte concluiu que “a pesquisa revisada neste livro não consegue convencer que há vida após a morte” (p.214) (Lester, 2005; Moreira-Almeida, 2006). Por outro lado, outros autores, considerando a força e a variedade das evidências que sugerem sobrevivência, concluem como o filósofo Robert Almeder : “Nós agora temos (...) evidências empíricas convincentes sobre a crença em alguma forma de sobrevivência após a morte (p. ix). (...)

Nós temos aqui apoio para uma crença confirmada baseada puramente em evidências factuais. A multiplicidade de argumentos provê a evidência extraordinária necessária para a convicção” (p.256) (Almeder, 1992).


Esperamos que este breve capítulo possa estimular a investigação científica em áreas menos habituais e, por isso mesmo, mais desafiadoras e coerentes com um espírito legitimamente científico de pesquisa, de investigação rigorosa das questões mais intrigantes e relevantes (Chibeni & Moreira-Almeida, 2007).

Referências Bibliográficas
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Experiências ESP feitas por Rhine

x
do Livro O Novo Mundo do Espírito de J.B.Rhine

"
...
Na experiência que PRATT e eu conduzimos com PEARCE em agosto e setembro de 1933, tínhamos por objetivo estabelecer condições inteiramente convenientes para a exclusão de quaisquer fatores capazes de acarretar acertos fora do acaso, exceto ESP PRATT manipulava o baralho em um edifício (atualmente o de Ciências Sociais nos terrenos de esportes de Duke) enquanto PEARCE estava localizado em um cubículo de leitura do outro lado do quadrângulo, situado por trás das estantes no fundo da Biblioteca da Universidade de Duke. 

Desse modo, encontrava-se a uma distância aproximada de 90 metros do baralho.

No início de cada sessão, antes de PEARCE seguir para o cubículo, sincronizava o relógio com o de PRATT. Depois da partida dele, PRATT baralhava as cartas e colocava o baralho no canto esquerdo da mesa. 

Ao tempo combinado para começar, PRATT retirava a carta de cima do baralho e, sem olhá-la, colocava-a virada para baixo sobre um livro no meio da mesa e aí a deixava durante um minuto. 

Em seguida segurava a carta, conservando-a ainda virada para baixo e colocava-a ao lado direito da mesa, tomando logo em seguida a carta seguinte para colocar sobre o livro. Assim continuava até transferir todas as cartas para o outro lado. 

Gastavam-se, portanto, vinte e cinco minutos para cada série de vinte e cinco experiências. Depois PRATT registrava a ordem das cartas em duplicata e, para maior garantia, antes de encontrar-se com PEARCE, fechava um exemplar em um envelope que me entregava.

Nesse ínterim, no cubículo do outro edifício, PEARCE registrava em uma folha de papel durante cada minuto o símbolo que julgava ser o da carta que PRATT pusera em posição na ocasião. 

Ao fim da série, também ele fazia uma cópia do registro dos vinte e cinco palpites e fechava um exemplar em um envelope para o meu registro, antes de confronto com a cópia de PRATT. 

Desta maneira, eu ficava em condições de proceder a uma verificação independente por meio das minhas cópias e os dois operadores juntos procediam à respectiva verificação quanto ao número de acertos obtidos. Assim evitava-se qualquer dúvida quanto à boa fé de qualquer dos três operadores.

Fazia-se por dia duas séries do baralho inteiro e o número total consistia em 12 séries ou 300 experiências. 

O número de acertos esperados numa teoria de puro acaso era de 20 por cento de 300 ou 60 acertos. PEARCE conseguiu um total de 119 acertos ou o dobro menos um do número que seria de se esperar do acaso. 

O número médio de acertos por série foi de 9,9 por 25 ou 39,7 por cento do número total de experiências feitas. 

Um número de acertos tão grande como este de 119 em 300 experiências somente se poderia esperar que ocorresse por acaso em cerca de um quatrilhão de tais experiências; ficamos, portanto, sabendo que qualquer pessoa de bom senso, sem maior discussão estaria de acordo conosco em afastar a explicação do acaso.

Não existem processos sensoriais conhecidos que se pudesse supor atuassem nessas condições. Tipo algum de inferência racional se aplicaria a um caso desta espécie. 

O exame da ordem em que as cartas se sucediam não revelava qualquer retorno do tipo do símbolo, em que PEARCE poderia ter caído por acidente ou por ter encontrado tal tipo em séries anteriores. 

Em conseqüência, vimo-nos forçados a decidir que, fosse o que fosse a clarividência ou a percepção extra-sensorial de objetos, estávamos na presença de um fato dessa ordem. Tinha-se chegado a resultados sob o mais rigoroso controle.

Sem dúvida, as conclusões acima tinham certas limitações bem definidas; naturalmente, a demonstração experimental de PEARCE não estabelecia tudo quanto pode ocorrer em casos espontâneos. 

Não explicava o que é a clarividência, nem mesmo como produz semelhante resultado. 

Esta experiência coroada de êxito foi um primeiro passo necessário, mas somente o primeiro passo. 

Tínhamos achado simplesmente que é possível demonstrar a percepção clarividente sob condições experimentais bem controladas. 

Questão diferente era como se realizou, como se repetiria à experiência, quantas pessoas a fariam, ou com que perfeição o sujeito médio a faria, etc. 

Mostrou-se que a clarividência ocorria nessa ocasião, com este sujeito e com este experimentador e esta situação; esta a conclusão segura que era possível tirar da experiência realizada; a experiência mantinha-se por si mesma, deixando as outras questões para outras pesquisas."

Experiências psi espontâneas - Rhine

do  livro - O Novo Mundo do Espirito - de J.B. Rhine

...Citaremos, para fins de esclarecimento, exemplos de experiências psi espontâneas, típicas, que fizeram surgir às indagações às quais as pesquisas procuram responder. 

Para muitas pessoas o tipo mais comum de experiência psíquica é aquele em que o indivíduo ao qual ela ocorre parece saber o que se está passando, perceber algum acontecimento objetivo real, mas quando se encontra muito afastado da cena em que se passa, não podendo, portanto, basear-se em qualquer dos sentidos conhecidos. 

As experiências dessa percepção extra-sensorial (ESP) de acontecimentos objetivos, comumente denominada clarividência, tomam muitas formas. 

Uma das mais comuns é a impressão, intuição ou coerção para agir. 

Um velho amigo, diretor de uma firma, disse-me que uma vez a progenitora tinha ido fazer uma excursão de fim de semana a alguns quilômetros de distância, deixando em casa o marido ligeiramente indisposto. De repente sentiu forte impulso de voltar para casa, muito embora não pudesse dar qualquer explicação racional, sendo além disso a hora (tarde da noite) extraordinária e inoportuna. Tinha somente um sentimento geral de que havia algo de anormal em casa. Quando lá chegou, verificou que a casa se incendiara devido a umas fagulhas da lareira. O marido estava dormindo no primeiro andar inteiramente despercebido do perigo.

Por vezes, especialmente em sonhos, vê-se a cena com clareza quase fotográfica. 

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma mulher de Filadélfia viu em sonho o navio Oregon atacado por um navio de guerra, ao largo de Nantucket, e o filho, que era imediato daquele, agarrado a uma jangada com mais alguns. 
Acordou a família com os gritos que deu. 
Os jornais do dia seguinte confirmaram o quadro muito aproximadamente conforme havia visto. 
O filho estava entre os sobreviventes. 

Nem sempre, porém, ao despertar o indivíduo tem visão consciente tão clara da cena. 

Contudo, uma dessas pessoas raras foi o distinto sueco, Emanuel SWEDENBORG, que contemplou e relatou o desenrolar de um incêndio desastroso a muitos quilômetros de distância de Estocolmo, quando estava em Gottenborg, em 1759. 

Em outra ocasião, jantando com o dono de uma fábrica, SWEDENBORG avisou-lhe que se havia manifestado um incêndio no estabelecimento. Verificou-se que o aviso fora acertado e a tempo. 

Até mesmo crianças experimentam vívidos lampejos de clarividência. Durante a Primeira Guerra Mundial, uma criança de três anos e meio deixou de repente de brincar, a 7 de novembro de 1918, procedendo como se estivesse machucada e exclamou: "Meu pai está sufocado. Caiu num buraco e não pode ver". 

Quando o pai voltou da França verificou-se que exatamente naquela hora tinha ficado sufocado por gases em uma adega e, em conseqüência, perdera a visão durante três semanas.

Estes e muitos outros casos semelhantes registrados sugerem claramente (não digo "provam"!) que algumas pessoas têm em certas ocasiões conhecimento perceptivo que os faz agir ou então uma emoção apropriada - sem que percebam, muitas vezes, a significação completa do acontecimento na ocasião. 

Contudo, somente poucos indivíduos referem tais experiências. Tais fatos não se dão com a maioria das pessoas. 

Entre os que os experimentam, alguns têm um caso único durante a vida inteira, enquanto outros podem citar muitos. 

Todas essas experiências, contudo, são espontâneas, não se submetendo ao controle do indivíduo. É mais provável que se introduzam na pessoa quando desprevenida, como em sonhos, ou quando, se acordada, não está concentrando fortemente os pensamentos.
...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

JOSEPH BANKS RHINE O PAI DA PARAPSICOLOGIA

*
LOUISA E. RHINE
A GRANDE PARAPSICOLOGA

Apesar da palavra Parapsicologia ter sido proposta pela primeira vez em 1889 por Max Dessoir, coube a J.B. Rhine a consagração da mesma como o estudo científico das capacidades extrasensoriais. 

Graças ao extraordinário trabalho de Rhine a Parapsicologia hoje é considerada mais um campo científico e possui diversos laboratórios e departamentos de estudos e pesquisas dentro das mais respeitadas universidades do mundo. 

Coube a Rhine a façanha de colocar o fenômeno paranormal, as ciências do espírito dentro das Universidades e no âmbito da ciência oficial. 

Joseph Banks Rhine nasceu em Waterloo, Pensilvania, em 1895. Conforme seus próprios relatos não era incomum entre os habitantes de sua cidade a crença em presságios, advertências ou mensagens procedentes de meios invisíveis. Assim, desde menino Rhine conhecia as histórias paranormais. Porém seu pai – inteiramente cético – ensinou-o a desprezar àquelas crença e histórias. 

Apesar disso o interesse de Rhine pelas pesquisas psíquicas permaneceu forte durante toda a sua vida. Conforme suas próprias palavras: "Meu interesse pelas pesquisas psíquicas originaram-se do desejo comum – penso- a milhares de pessoas, de descobrir um a satisfatória filosofia da vida, uma filosofia que pudesse ser considerada cientificamente sólida e, mais, que pudesse apresentar solução a urgentes questões relativas à natureza do homem e a seu lugar no mundo".

Afirmando não serem satisfatórias a respostas dadas pelas religiões nem pelo materialismo, Rhine empreendeu-se na busca de qualquer fato desafiador que pudesse facilitar a compreensão da pessoa humana e de suas relações com o universo. Seu total engajamento as pesquisas psíquicas foi em muito incentivado pelo contato com os trabalhos sobre telepatia de Sir Oliver Lodge.

É interessante também transcrever as impressões de Rhine sobre uma conferência de Sir Arthur Conan Doyle sobre o Espiritismo: "Fui com o espírito bastante prevenido, quase disposto a escarnecer, e saí com a mesma disposição. 

Mas, a despeito de minhas dúvidas, trouxe a impressão, que ainda guardo, do que a crença de Sir Arthur lhe fizera. Fizera-o supremamente feliz. Banira-lhe as dúvidas religiosas e fizera-o um cruzado, pronto a fazer-se de tolo, se necessário, a favor do que acreditava ser um grande princípio". 

Após completar seu doutorado em Biologia pela Universidade de Chicago e já casado com a Dra. Louisa Ella Rhine, Rhine foi convidado pelo prof. William McDougall (psicólogo altamente interessado nos fenômenos paranormais) para integrar a equipe do Departamento de Psicologia da Universidade de Duke (Durham, Carolina do Norte). Rhine iniciou suas investigações tentando estabelecer evidências da sobrevivência depois da morte utilizando as faculdades da médium Eileen Garett.

Encontrando muitas dificuldades em estabelecer cientificamente e irrefutavelmente a veracidade das comunicações mediúnicas, Rhine pouco a pouco derivou seus esforços para a comprovação da existência das capacidades extrasensoriais dos seres humanos. 
 
Sua tese era que, uma vez aceita a existência de tais capacidades, seria mais fácil adentrar em outros campos mais espinhosos como a sobrevivência da alma, comunicação com os mortos etc. 

Assim entre 1928 e 1934 Rhine, juntamente com sua esposa Louise Rhine, o Dr. J. Gaither Pratt, o Dr. Helge Lundholm e o Dr. Karl E. Zener, realizou centena de milhares de experimentos logrando a comprovação estatística da existência de capacidades extrasensoriais no ser humano.

Em 1934 Rhine publica sua monografia Extrasensory Perception After Fifty Years que provocou uma intensa reação no público, tanto no sentido de incentivar novas pesquisas e outros grupos de pesquisas quanto pressões para que a universidade encerrasse seu patrocínio as pesquisas de Rhine. Assim nasceu o Duke Parapsychology Laboratory independente da Universidade de Duke porém com todo o acervo e histórico de pesquisas parapsicológicas.

Apenas como uma amostra do grande trabalho de Rhine vale destacar que entre os anos de 1930 e 1940 foram realizados 2.966.348 ensaios de telepatia, 129.775 ensaios de clarividência. 

A coroação dos esforços de Rhine veio por etapas: em 1937 o Congresso Anual do American Institute for Mathematical Statistics conclui que as técnicas e métodos estatísticos utilizados por Rhine são totalmente corretos. 

Em 1938 o Congresso Anual da American Psychological Association declara como legitimamente científica e pertencente ao campo da psicologia a investigação da ESP. 


 Em 1965 Rhine deixa a Duke University na qualidade de professor jubilado e se integra totalmente a Foundation for Research on the Nature of Man (FRNM), instituição que havia estabelecido em 30 de junho de 1962. É criado então, dentro da FRNM o Intitute of Parapsychology que substituiu o Duke Parapsychology Laboratory e recebeu todos seus equipamentos e arquivos. Porém, o reconhecimento definitivo da Parapsicologia e de todo o grande trabalho de Rhine só chegou em 30 de dezembro de 1969 quando a American Association for the Advancement of Science aceita a filiação da Parapsychological Association em seus quadros reconhecendo formalmente a parapsicologia como matéria cientifica e a função PSI como um dos elementos constituintes da natureza humana. 

 Rhine veio a falecer em 20 de fevereiro de 1980, aos 84 anos, após uma vida inteira dedicada às pesquisas parapsicológicas. Com certeza, o Dr. Joseph Banks Rhine tem lugar de destaque entre as personalidades que alavancaram as ciências do espírito neste século.
*
"No curso de 70 anos de tais estudos de mediunidade alguns dos sábios mais eruditos do mundo, bem como inúmeros outros de menor reputação, convenceram-me de constituírem-se essas mensagens dos espíritos prova aceitável da existência continuada de personalidades incorpóreas, de almas sem corpo. "
(J.B. Rhine)

onde tem livros dele para baixar

LOUISA E. RHINE - ANAIS OCULTOS DO ESPÍRITOS

Fonte : Autores Espiritas
(no link acima tem o livro para baixar)

Apresentação do Tema:
  Nos últimos tempos, têm aparecido aqui e ali, alguns religiosos realizando conferências e debates na televisão sobre a Parapsicologia, e de uma forma anticientífica, atacam ferozmente o Espiritismo e os Espíritas. 

Eles alegam que a Doutrina Espírita nada tem de religião e que não tem respaldo científico, afirmando, o pior: que não existem Espíritos e nem tampouco estes se comunicam com os vivos. Estes são alguns disparates.

   Esclarecemos que a Parapsicologia científica surgiu em 1930, com os Dr. Joseph Banks Rhine e Dra. Louisa Ella Rhine. O ilustre casal de biologistas que pertenceu ao Departamento de Psicologia da “Duke University”, em Durham, no Estado da Carolina do Norte, Estados Unidos. 

O Dr. McDougall, notável psicólogo britânico que estava organizando o Departamento de Psicologia da citada Universidade convidou o casal Rhine para desenvolver a pesquisa psíquica, com o estudo dos fenômenos paranormais, particularmente na questão da sobrevivência após a morte.

  O Departamento de Psicologia queria saber sobre a comunicação telepática do pensamento entre os encarnados e se devia inserir no contexto científico. Para tanto, também, a dos espíritos com os encarnados conhecida de comunicação mediúnica e, que, na linguagem Espírita, é conhecida de intercâmbio espiritual.

  Os citados mestres realizaram, com muita honestidade, as pesquisas dos fenômenos paranormais que acontecem no ser humano, afastando-se completamente dos seguimentos religiosos que, através do tempo, davam explicações atreladas ao dogmatismo.

  Eles apresentaram ao mundo científico uma categoria de fenômenos, enfocando a função PSI, que abarca um complexo processo de intercomunicação-extra-sensório-motor com o mundo exterior mediante as três categorias essenciais: a percepção extra-sensorial (ESP) a Pisiconesia (PK). e a função Psi-Theta.  

A (ESP) abrange as situações na qual um ser vive e percebe informação do outro (telepatia), ou capta vendo algo espiritual em seu derredor físico (clarividência), ou conhece acontecimentos futuros (precognição). 

   São, também, conhecidos como fenômenos Psi-Gamma, de caráter puramente subjetivo. Gamma é a terceira letra do alfabeto grego e inicial de Gnosis, que significa o conhecimento inicial.  Já a (PK) Psi-Kappa, décima letra do mesmo alfabeto grego, designa Kinesis, ou ação. 

Este é o fenômeno objetivo, que inclui situações nas qual um sujeito pode provocar modificações tanto em sistemas estáveis (em objetos metálicos), como a influência da mente desencarnada produzindo fenômenos físicos conhecidos mundialmente, como de casas mal assombradas. 

  Para alguns pesquisadores do Poltergeist, (que em alemão significa polter: ruído; geist: espírito), é um fenômeno físico produzido pela mente e pela vontade dos Espíritos. 

Por último, a função Psi-Theta, que é o conjunto de fenômenos paranormais relacionados com a sobrevivência e a ação de presumíveis entidades desencarnadas ou agentes Theta.

  Ele explica que a alma do chamado morto vem se comunicar com os vivos relatando as suas experiências de alegria ou de sofrimentos após a morte física. No Espiritismo, isso, acontece, sempre, com a participação de médiuns.

  Em toda a série de fenômenos pesquisados pelo casal Rhine, chegou-se à conclusão de que todas as funções desde os de natureza subjetiva Psi-Gamma, como a telepatia, retrocognição, e a clarividência, são todos explicados.  

Isso, também, acontece com os de Psi-Kappa, de natureza objetiva como de casas mal assombradas, materialização de Espíritos e, por último, os de Psi-Theta, das comunicações dos Espíritos que foram testados como reais.

  A partir destes fenômenos confirmaram-se as informações dos Livros das tradicionais religiões como: O Livro dos Mortos, do antigo Egito; o Livro Tibetano dos Mortos; A Bíblia no Velho e no Novo Testamento (que oferece uma farta história dos povos e dos médiuns como: profetas, sensitivos, pitonisas, místicos, videntes, pessoas que viram e conversaram com os seres do mundo espiritual e que são aceitas, ainda hoje, de forma universal).

  Desta forma, lembramos das extraordinárias pesquisas realizadas com vários médiuns em Paris, pelo eminente cientista e educador Allan Kardec, editando uma obra conhecida, mundialmente, com o nome de “O Livro dos Médiuns”. Kardec pesquisou em torno de 80 tipos de mediunidade, classificando didaticamente os fenômenos paranormais na seguinte ordem: Fenômenos de efeitos físicos e outros os de efeitos intelectuais.

  Nos primeiros temos os fenômenos espíritas de efeitos físicos ou materialização de Espíritos que na Parapsicologia corresponde aos fenômenos Psi-Kappa e no último o fenômeno psíquico e das comunicações espirituais inteligentes (Psi-gamma e Psi Theta), também da Parapsicologia. Estes pesquisadores iniciaram a era da comunicação com o Espírito Imortal.

  Todos os pesquisadores e parapsicólogos honestos que se seguiram após Kardec e Rhine são unânimes em afirmar que o Espírito tem uma mente que sobrevive e que esta pode interferir na saúde e na doença dos seres humanos. 

Assim, cremos que está de parabéns o Espiritismo e a Parapsicologia não dogmática que avançam no mundo contra os falsos profetas materialistas que não enxergam, ainda, que chegamos à era do Espírito.

Presidente da ADE-SE, Jornalista, Radialista, Psicoterapeuta Transpessoal, Auditor Público (aposentado).
    João Batista Cabral
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